Baby, if i could
Eu tornaria não só o seu, mas meu mundo diferente também. Mais colorido, menos duro. Mais alegre, com muito menos melancolia, embora a melancolia seja um sentimento até gostosinho as vezes. Baby if i could, não haveriam no meu mundo, pessoas desoladas com a certeza que a vida delas foi um fracasso completo, pois todas teriam a obrigação de morrer tentando dar certo, sem se entregar jamais.
Baby, if i could, músicas bacanas não se prestariam a ser trilha sonora de comerciais de bancos que só querem foder com a vida de seus correntistas e deslavadamente vem com conversinhas de que não e nada disso, que querem ajudar e tals.
Baby, if i could, Playmobils Norte Coreanos, não fariam declarações ridículas de guerras que não pretendem levar a cabo pra assustar o mundo no meio da madrugada. Israelenses e Árabes não brigariam por nada e se acertariam de vez.
Baby if i could, Papas não fariam jogo de cena fingindo ser legais para impor seu domínio político religioso. Muito menos evangélicos sem noção iriam querer erguer um "Templo de Salomão" em pleno Brás, um bairro aqui de São Paulo. Na verdade, baby, If i could, religião não definiria caráter de ninguém, nem opção sexual, nem opção política pois somos muito mais do que nossas escolhas nessas áreas tão restritas.
Baby if i could, eu distribuiria amor engarrafado pra em momentos de tristeza, de dor, ou de raiva extrema as pessoas terem com o que se refrescar e esquecer o que lhes faz mal. Pois baby, sentimentos negativos apenas nos matam um pouco por dia e o que morre de nós não mais volta ao mundo dos vivos.
Baby if i could, se eu pudesse o sorriso seria obrigatório, mesmo que fosse só um por dia. E o meu melhor sorriso seria reservado pra você, tão logo a gente acordasse.
É isso.
Ouvindo: Vovô Eric Clapton
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