Eu valho R$323,35
Ao menos para o Google é isso que vale o que eu escrevo, baseado no tráfego que gero com minhas postagens. Meros R$323,35. Não, de forma alguma eles levam em conta a analise de conteúdo. Se é bom, se é ruim. Se eu escrevesse um livreto de ódio dirigido a um setor qualquer da sociedade e gerasse um tráfego monstro independente do conteúdo, eu valeria bem mais. Tem blogs que valem na casa de milhares de Reais, ainda que seus conteúdos sejam pouco mais que palavras vomitadas por pessoas sem a menor noção do que seja escrever um texto coerente com início, meio e fim.
A vida é assim. Não me chateio ou ao menos não me chateio muito. Sei que tudo no mundo em que vivemos é de alguma forma precificado, a tudo atribuímos valor e só acho uma pena que a tudo tenhamos o hábito de atribuir valor financeiro. O intangível não é mais levado em conta. A emoção cada vez mais é precedida e preterida pelo lado financeiro da questão, seja ela qual questão for. Se der lucro ótimo, ainda que seja uma porcaria, se for uma obra de arte (o que de forma alguma é o caso das coisas que eu escrevo, nem perto disso), fica relegada a um segundo plano.
O que me incomoda é que a conta do Google é incapaz de atribuir um valor que seja desatrelado a questão de quantas pessoas leem o blog e o quanto isso pode gerar em termos de receita publicitária. Não existe uma ressalva do tipo "os textos são razoáveis", ou mesmo "os textos são uma merda", nada disso. Apenas os frios números que determinam quantas pessoas acessam por dia ou por mês o blog que escrevo e se dispõe a ler minhas mal traçadas linhas.
Esquece a pessoas que atribui tal valor não só ao meu, mas a todos os blogs que estão no serviço "blogspot" que o conteúdo é muito mais importante do que a quantidade de pessoas que se dispõe a acessa-lo. Mal comparando, quantos discos vendeu Maria Callas em toda a sua vida? Muito menos do que o esdrúxulo Michel Teló com seu single infame "Ai Se Eu Te Pego". Oras, as vendas astronômicas deste lixo tornara-no menos lixo e as vendas modestas porém absolutamente seletivas de Maria Callas fazem dela, a voz mais perfeita que já caminhou sobre a face da Terra uma cantora menor?
Existem certas reflexões que se fazem necessárias no mundo em que vivemos e por mais que não as façamos por pura preguiça, o resultado final delas esta ai, no ar pairando sobre nossas cabeças que se recusam a entender que precificar a arte ou o que se pretende arte é tão vil quanto um ato assim possa ser.
Precisamos esquecer um pouco do vil metal e entender que o que realmente importa na vida na grande maioria das vezes não pode ser comprado. E para quem pensa que se meu blog valesse por exemplo R$300.000,00 eu me sentiria feliz e realizado, ledo engano! Eu me sentiria tão ultrajado quanto me sinto agora pois da mesma forma ele estaria valendo este valor maior porque estaria trazendo tráfego maior e com isso um potencial muito maior de publicidade.
é triste quando pessoas completamente estranhas colocam preço na expressão de nossas emoções ideias e por que não dizer, arte. E pior o fazem baseados apenas em conceitos monetários. Deplorável!!!
É isso.
Ouvindo: Maria Callas
A vida é assim. Não me chateio ou ao menos não me chateio muito. Sei que tudo no mundo em que vivemos é de alguma forma precificado, a tudo atribuímos valor e só acho uma pena que a tudo tenhamos o hábito de atribuir valor financeiro. O intangível não é mais levado em conta. A emoção cada vez mais é precedida e preterida pelo lado financeiro da questão, seja ela qual questão for. Se der lucro ótimo, ainda que seja uma porcaria, se for uma obra de arte (o que de forma alguma é o caso das coisas que eu escrevo, nem perto disso), fica relegada a um segundo plano.
O que me incomoda é que a conta do Google é incapaz de atribuir um valor que seja desatrelado a questão de quantas pessoas leem o blog e o quanto isso pode gerar em termos de receita publicitária. Não existe uma ressalva do tipo "os textos são razoáveis", ou mesmo "os textos são uma merda", nada disso. Apenas os frios números que determinam quantas pessoas acessam por dia ou por mês o blog que escrevo e se dispõe a ler minhas mal traçadas linhas.
Esquece a pessoas que atribui tal valor não só ao meu, mas a todos os blogs que estão no serviço "blogspot" que o conteúdo é muito mais importante do que a quantidade de pessoas que se dispõe a acessa-lo. Mal comparando, quantos discos vendeu Maria Callas em toda a sua vida? Muito menos do que o esdrúxulo Michel Teló com seu single infame "Ai Se Eu Te Pego". Oras, as vendas astronômicas deste lixo tornara-no menos lixo e as vendas modestas porém absolutamente seletivas de Maria Callas fazem dela, a voz mais perfeita que já caminhou sobre a face da Terra uma cantora menor?
Existem certas reflexões que se fazem necessárias no mundo em que vivemos e por mais que não as façamos por pura preguiça, o resultado final delas esta ai, no ar pairando sobre nossas cabeças que se recusam a entender que precificar a arte ou o que se pretende arte é tão vil quanto um ato assim possa ser.
Precisamos esquecer um pouco do vil metal e entender que o que realmente importa na vida na grande maioria das vezes não pode ser comprado. E para quem pensa que se meu blog valesse por exemplo R$300.000,00 eu me sentiria feliz e realizado, ledo engano! Eu me sentiria tão ultrajado quanto me sinto agora pois da mesma forma ele estaria valendo este valor maior porque estaria trazendo tráfego maior e com isso um potencial muito maior de publicidade.
é triste quando pessoas completamente estranhas colocam preço na expressão de nossas emoções ideias e por que não dizer, arte. E pior o fazem baseados apenas em conceitos monetários. Deplorável!!!
É isso.
Ouvindo: Maria Callas
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