De novo, poema meu
Porque eu não me calo, eu falo e falando eu respiro mais do que respiram essa gentes caladas.
Eu não entendo essas gentes que calam quando querem falar, que silenciam a dor, que abafam o grito,
que não conseguem ao menos tentar fazer fluir as palavras e assim tirar a opressão de seus próprios ombros.
Palavras que eu escrevo, palavras que eu digo, palavras que me encantam que me acalantam, que me eternizam, que revelam o melhor e o pior de mim, geralmente o pior uma vez que pouco tenho de bom e nada de melhor há em mim na verdade.
Eu digo, eu grito, eu esperneio através de minhas palavras. O que são essas palavras todas senão a expressão mais genuína do meu ser? Um ser que não sabe de outra forma viver além de falando, expressando de forma verbal e escrita o que sente o que pensa, o que espera. Falando a quem quer ouvir ou a quem não quer mas esta em seu caminho.
Não sei e nem quero aprender a ser silêncio. Eu quero berrar quero quebrar com minhas palavras as barreiras que me cercam e me deixam longe de você. Quero penetrar na tua vida, quero que me vejas, quero fazer parte da tua história, quero me posicionar, nunca me acovardar, nunca recuar apenas avançar e avançando, ganhando jardas e jardas através de dito e editos falados, eu quero chegar onde nunca imaginei que fosse possível. Que minhas palavras sejam minha corrida e que minha corrida me leve direto para onde tanto anseio.
O teu coração.
É isso.
Ouvindo: Madredeus
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