O evangelho segundo nós mesmos
Temos o evangelho de Mateus, o de Marcos, o de Lucas e o de João. Cada um conta as histórias da vida de Cristo conforme suas expectativas em relação ao Mestre e também baseado em sua própria vivência e cultura. Cada um deles teve uma forma de ver e se relacionar com Cristo, cada um deles relatou essa vivência de forma peculiar e sua, mas todos eles exaltaram o amor com que Jesus tratava as pessoas, todos eles deixaram claro que para Cristo importam pessoas e não instituições, para Ele, importava alimentar a alma, mas também o físico. Jesus não tinha conversa fiada de crente, ele era prático e em sua praticidade sempre acaba chocando.
Foi jantar com Zaquel, aquele maldito coletor de impostos que sendo compatriota de Jesus traia a ele e a seu povo trabalhando a mando do Império Romano. E dai Jesus vinha e ia jantar não casa de alguma eminência religiosa da região, mas na casa de Zaqueu. Jesus gostava mesmo era de causar né não? Não, Jesus não gostava de causar. Jesus era puro amor o evangelho, que nada mais é do que a tradução de sua vida é recheado de amor por todo o seu interior. Jesus, embora tenha usado sim, o chicote em determinado momentos com quem merecia, amou, aceitou, curou, salvou e se fez homem com eu e você. Ele nos entendia e nos entende. Ele nos ama e por esta razão não entendo este evangelho tão particular que os seus seguidores ou as pessoas que dizem o seguir criaram que é segundo a definição da Fabiana, umama amiga querida, o evangelho segundo nós mesmos. Vamos a ele.
Jesus nunca pediu que uma horda de desesperançados o seguisse oferecendo o Céu na Terra. Ao contrário. Nos evangelhos ele disse que "neste mundo terei tribualações" João Cap.16, Vers.33. As pessoas que seguiam a Jesus ansiavam a princípio por uma libertação da opressão Romana e quando ele disse, que seu reino não era deste mundo, muitos se frustraram e pararam de segui-los. No evangelho segundo nós mesmos que se prega hoje em dia, temos que buscar prosperidade, segurança, tanto financeira quanto espiritual hoje, agora, fazendo com que o Céu e a consequente volta de Cristo para buscar aos que o amam de coração e espirito seja um conceito cada dia mais distante. Em um evangelho como este cobrar R$900,00 por uma Bíblia não é só justo como é prova de confiança em Deus e em seus "porta vozes" terrestres.
Falando em porta vozes, Jesus não fez "franquias" de sua fé. Não autorizou a ninguém em seu tempo e nem autoriza hoje a mandar "recados" baseados em sua palavra. Ou se diz algo que esta em conformidade com a Biblía, a sua palavra, ou não se diz nada. Usar Jesus como exemplo de prosperidade financeira ou usar os seus Discipulos como exemplo de organização empresaria bem sucedida é leviano e espúrio. Jesus não dava importância alguma a questão de ter ou não dinheiro pois dormia ao relento por diversas vezes e todo o seu pouco dinheiro era usado para com os pobres. Não, não sou canhestro para dizer aqui que crente bom é crente pobre, o que quero dizer é que se você quer ter uma vida digna financeiramente falando, estude, trabalhe muito, rale como qualquer pessoa pois só assim você terá sucesso nesta área. Sim, devolva o seu Dízimo, a Biblia é clara quanto a isso, faça prova de Deus ao devolve-lo com amor e regularidade e ele te abencoará. Isso é liquido e certo. Qualquer instrução a mais é apenas parte do Evangelho Segundo Nós Mesmos que Jesus não endoça de forma alguma.
Mas é nas relações humanas que o Evangelho de Cristo esta sendo substítuido de forma mais visível pelo Evangelho Segundo Nos Mesmos nos dias de hoje. Se não, vejamos:
Qual a sua reação ao entrar um bebado em sua igreja? E um mendigo? E um leproso, é, um leproso, literalmente falando. Um morador de rua, que fedesse, seria convidado a almoçar na casa de algum irmão após o fim do culto da amanhã? Claro que não, sem hipocrisia, quem convidaria um fétidod esconhecido para adentrar sua casa? Agora imagine que Leonardo Gonçalves apareça de surpresa para assistir o culto em sua igreja, ou Cassiane. Ou Aline Barros. Ou ainda, Silas Malafaia ou o Pastor Ronaldo Arco. As pessoas se estapeariam para ter a "honra" e "privilégio" de levar estas pessoas para almoçarem em suas casas e isso renderia história por meses e meses renderia história e muitas "Estórias" também. No evangelho de Cristo, no capitulo 8 do livro de Marcos Jesus diz no versículo 2 "Tenho compaixão desta multidão. Ja faz 3 dias que estão comigo e nada tem para comer". Não eram mendigos necessáriamente, mas eram pobres, eram desvalidos que o seguiam pois criam em suas palavras. Jesus os alimentou pois seu medo era que "Se eu os mandar para casa com fome, vão desfalecer pelo caminho, pois muitos vieram de longe" vers.3 Opa!!! Muitos vieram de longe. Cantores proeminentes da música "gospel" pastores renomados do meio "evangélico não saem de casa sem a certeza de terem suas despezas pagas com hotel, refeições e se der um tour pela cidade para "relaxar" Os adptos do Evangelho Segundo Nós Mesmos os recebem pagam suas despesas, posam para fotos, os levam a passeio, preparam lautos banquetes enquanto muitos irmãos absolutamente humildes em suas condições que vieram ali para ve-lôs são mandados para suas casas a despeito de também terem vindo de longe.
E o que dizer se um homossexual ou uma prostituta entrar na igreja nos dias de hoje vestidos como tal, como são? Note que se forem vestidos de forma 'normal" e esconderem sua real condição nada lhes será perguntado e uma ficha batismal será preparada e uma explicação plausível e indispensável sobre a importância do Dízimo será dada o quanto antes. Mas ai deles se disserem, oi, sou homossexual viu? ou então, Ola, sou prostituta. Posso me batizar ainda sim? Não, não pode. Posso devolver o meu Dízimo mesmo assim? Sim, isso você deve, faz parte do seu processo de cura! Ou alguém dúvida que o diálogo será esse, nestes termos? é claro que será, sejamos francos. Não discuto que sim o Dízimo é um preceito biblíco, ma o amor também o é. Tratar um homossexual de forma rude, excludente e querer que ele devolva o seu dízimo é um ato de covardia. Nada além disso. Temos a politica do eu não te pergunto e você não me conta. Seja gay, seja degenerado, seja prostituta, contanto que ninguém saiba, ta tudo certo. é esse o nosso pensamento. Vamos ser claros.
Jesus ensinou o amor, nosso evangelho próprio ensina o amor desde que as pessoas andem pelo nosso diapazão, caso contrário, não servem para ser amados e muito menos aceitos. Jesus aceitou a todos e aceita ainda a todos. Dia virá em que ele terá terminado o seu trabalho intercessório e cada um dará contas a ele e ao seu Pai, sobre sua vida. Minha vida é tão torta que não me permite sequer pensar em falar da vida do outro. Tenho necessidade do evangelho de Cristo, tenho necessidade do seu amor. Sem ele, nada mais dará certo para mim. O evangelho que eu mesmo escrevo ao me relacionar com pessoas que pensam diferentes de mim tem que ser o evangelho baseado no de Cristo, jamais baseado em minhas convicções pessoais que são tolas e vãs. Se eu achar que para amar a Deus tenho que ser merecedor de receber o seu amor de volta, jamais o amarei pois jamais serei, não importa o que eu faça. Se eu achar que posso "descascar" o meu semelhante porque ele fez ou faz coisas que a mim parecem reprováveis, eu tenho que estar certo que mais 8 pessoas no minímo estarão olhando meus atos e reprovando-os também.
Muitos de nós temos o genuíno sincero amor pela instituição igreja e queremos defende-la. Isso é louvável. Mas se vamos defende-la de pessoas, não a defendamos de quem ama a Deus mesmo estando em uma vida de pecado vamos defender a igreja das investidas do inimigo de nossas almas, mas usando a palavra de Deus não a nossa própria versão. Vamos para a trincheira lutar contra o pecado, mas não contra o pecador. Vamos com fé escrever o último capitulo da história da humanidade, aquele em que os Crfistãos se tornaram protagonistas, não por sua intolerância, mas por seu amor que reflete o amor do Pai.
Esqueçamos a raiva em casa e levemos o amor a tiracolo todo o santo dia.
Que Deus nos abençoe e nos de sabedoria.
É isso.
Ouvindo: Whitney Houston
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