Somos todos Maju? talvez até a página dois.
Este texto me ocorre após ler um artigo publicado no www.geledes.org.br que eu não sei "lincar" aqui, mas entra no site que dá pra achar fácil. Evitei usar a hashtag quando escrevi sobre o assunto no meu face e não sabia bem porque. Este texto me esclareceu o motivo do incômodo e me fez querer escrever este aqui:
Somos todos Maju? Será mesmo? Pois bem, vamos ver.
Somos Maju quando apoiamos as Rondas Ostensivas Tobias Aguiar, a venerada ROTA, polícia de elite de São Paulo abordar quase o dobro de negros em erlação as outras etnias? A maioria aplaude por achar que negro e ladrão são palavras sinônimas. Isso é ser Maju?
Quando os negros ainda hoje ganham menos que os brancos para funções semelhantes em grandes empresas, somos todos Maju? Quando ouvimos impássiveis sem reagir babaquices como "aquele negro tem alma branca", entre outras bestialidades, somos todos Maju?
Ao vermos um negro dirigindo um carrão e automaticamente acharmos que ele é o motorista de alguém, não o proprietário, somos todos Maju? Afinal, negro não tem poder aquisitivo para comprar um carrão né? Deve ser produto de furto ou condução profissional.
E quando negros são preteridos para promoções em empresas por serem negros? Somos todos Maju? Fala sério né?
E a maldita da "boa aparência" como fator de contratação para o mercado de trabalho? Somos todos Maju quando ela aparece nos anúncios, ou pior de maneira implicita como tudo que é racista?
Somos Maju quando temos quase 70% da população carcerária composta por negros e isso não nos diz nada sobre o problema da educação desta parcela da população? Se somos, estamos sendo Maju da forma errada.
é fácil ser Maju. Ela é "global" (arghhhhhhh!!!) pega bem e em que pese o fato de ela de fato merecer todo apoio possivel, ser Maju é bem mais do que uma hashtag. Chega a ser rísivel o nível de alegria de algumas pessoas depois de utilizarem a hash se achando as melhores e mais bacanas pessoas do mundo. Quando o racismo sofrido por alguém vira chance de promoção de outros que nem sabem o que estão fazendo, é porque o mundoé um bosta total!!!
É isso.
Ouvindo: Olodum
Somos todos Maju? Será mesmo? Pois bem, vamos ver.
Somos Maju quando apoiamos as Rondas Ostensivas Tobias Aguiar, a venerada ROTA, polícia de elite de São Paulo abordar quase o dobro de negros em erlação as outras etnias? A maioria aplaude por achar que negro e ladrão são palavras sinônimas. Isso é ser Maju?
Quando os negros ainda hoje ganham menos que os brancos para funções semelhantes em grandes empresas, somos todos Maju? Quando ouvimos impássiveis sem reagir babaquices como "aquele negro tem alma branca", entre outras bestialidades, somos todos Maju?
Ao vermos um negro dirigindo um carrão e automaticamente acharmos que ele é o motorista de alguém, não o proprietário, somos todos Maju? Afinal, negro não tem poder aquisitivo para comprar um carrão né? Deve ser produto de furto ou condução profissional.
E quando negros são preteridos para promoções em empresas por serem negros? Somos todos Maju? Fala sério né?
E a maldita da "boa aparência" como fator de contratação para o mercado de trabalho? Somos todos Maju quando ela aparece nos anúncios, ou pior de maneira implicita como tudo que é racista?
Somos Maju quando temos quase 70% da população carcerária composta por negros e isso não nos diz nada sobre o problema da educação desta parcela da população? Se somos, estamos sendo Maju da forma errada.
é fácil ser Maju. Ela é "global" (arghhhhhhh!!!) pega bem e em que pese o fato de ela de fato merecer todo apoio possivel, ser Maju é bem mais do que uma hashtag. Chega a ser rísivel o nível de alegria de algumas pessoas depois de utilizarem a hash se achando as melhores e mais bacanas pessoas do mundo. Quando o racismo sofrido por alguém vira chance de promoção de outros que nem sabem o que estão fazendo, é porque o mundoé um bosta total!!!
É isso.
Ouvindo: Olodum
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