Adele, o Grammy e as merdas que acontecem


O Grammy, por mais chato que seja como premiação que quer que todos que vão lá tenham alguma estatueta pra levar pra casa e não satisfeito criou até o  filhote "Latino" para premiar ainda mais, é ainda a maior premiação da indústria fonográfica.

Adele, que não concorreu este ano por ter lançado seu  morno trabalho após o período de inscrições mas certamente terá o seu saco (no sentido figurado, já que não é ela uma transsexual) puxado loucamente pois ela salva a indústria mundial da música a cada vez que lança um trabalho novo.

Mesmo sem concorrer a nada, Adele foi convidada a performar. Adele ao vivo não é de forma alguma tão bacana quando a Adele de estúdio, com horas infinitas para consertar coisinhas aqui e ali e só uma besta humana não acha que Adele é editada a exaustão. Claro, vamos deixar claro que editada ou não Adele é melhor que 99% do que as bostas que pululam ano após ano para consumo rápido.

Bom, ela foi lá e em uma apresentação arrojada por assim dizer, já que cantou "All I Ask" acompanhada apenas de um piano, merdas aconteceram. Cortaram seu microfone, e depois um microfone caiu sobre as cordas do piano desestabilizando toda a microfonação (existe esta palavra produção?) já pré ajustada explodindo o som que o piano deverias produzir. Adele desafinou. Sim, desafinou. Bom, caso alguém aqui não saiba, Adele caga e mija, e tem a boca suja e transa (tem até um filho) e deve ser daquelas minas safadas na cama (o que é ótimo) e menstrua, e deve até cozinhar... Bom, Adele é só um ser humano que conta bem no fim das contas. Muito bem, mas que como todo ser humano, tem seus erros, se ja de caráter, seja de afinação.

Em pouco tempo Adele arrebanhou uma multidão de fãs. Seja pelo visual, seja pela voz (eu curto a imagem de garota boca suja que ela cultiva em contraste com seus lindos olhos faiscantes de anjinha), mas cada um curte o que quiser. Adele é um fenômeno mundial de popularidade e competência, mas o que fica no after Grammy é que ela desafinou. E dai??? Desafinou, deve ter desafinado outras vezes e vai desafinar tantas outras ainda, afinal, Adele não é Maria Callas, nem se quer é Whitney Houston. Adele é só uma inglesinha gostosa que canta bem, (não chega aos pés em termos de gostosura de você, meu amor, Graziela Souza), que caiu nas graças do público e volta e meia lança um CD de sucesso estrondoso mundo a fora.

No Grammy, uma festa chata e decadente que premia gente do quilate de Kendrick Lamar entre outros cocos, Adele fez mesmo desafinando mais do que todos os outros convidados que se apresentaram menos por seus méritos e mais pela indigência artística dos gringolinos que cantaram por lá.

Merdas acontecem, o tempo todo. Com Adele, com Sidney Magal, aconteceu certamente com Frank Sinatra, Bessie Smith e acontecerão com tantos outros artistas. Merda, é do jogo. Adele levou numa boa, "mitou" pra ficar no termo espúrio dos adolescentes atuais e deve ter soltado uma saraivada de palavrões para sua produção depois do show.

A vida é assim. Um dia de Sol, outro dia de merdas. E vamos todos, Adele inclusa, levando.

É isso.

Ouvindo: Dreamgirls a trilha sonora.

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