Neymar, e o Comercial Infeliz



Sou Santista com orgulho mas admito que meu time teve dois gênios da bola que infelizmente são pessoas absolutamente desprezíveis quanto a postura pessoal fora das quatro linhas. Pelé sempre falou muito e nada fez. Se arvorou a vida toda de defensor das crianças mas não há sequer uma nota de rodapé que possa se acrescentar a sua biografia no que diz respeito a fazer algo de efetivo em defesa delas. Sempre dando palpites equivocados sobre futebol conseguiu virar motivo de piada mundial com os mesmos e não é levado mais a sério a muito tempo.

Neymar, a quem confesso tentei gostar e até defender se mostra ainda mais inábil ao se posicionar perante o mundo. Um malandro da bola sempre pronto a tentar ludibriar a arbitragem e a aos outros jogadores, não tem maturidade para ter o status de astro do esporte que tentam colocar em seus ombros de qualquer forma. Claro que seu talento é inegável, mas Neymar  é alguém para se ter vergonha alheia devido a sua postura nada profissional que deixa em segundo plano seu talento.

Neymar teve na última copa do mundo a grande chance de mostrar a que veio. Não tinha a obrigação de ganhar a copa, mas de forma alguma precisa sair dela como o grande palhaço sem graça que saiu. Seu cabelo de diversas cores e formas foi o porta estandarte que mostrou ao mundo sua real intenção: Mostrar que era o grande capitão da maior seleção presente ali, o intocável, o diferenciado. Sim, Neymar era diferenciado, mas jamais deveria se achar intocável. Acontece que quando um jogador tem uma  entourage tão grande e absurda em sua volta, um grupo que não tem nenhuma função além de faze-lo sentir-se especial inflando seu ego quando deveria faze-lo sentir-se útil e parte integrante de um sistema. O problema, amigos, é Neymar pensou ele mesmo ser o sistema e que todos os demais eram apenas peças prontas para rodar por ele.

E ai veio a derrocada que todos já sabem. O Brasil perdeu, mas muito mais que isso, Neymar desmoronou, perdeu, se ferrou falando o legítimo português. Em um primeiro momento, se calou e deveria ter continuado calado. Seu silêncio para além do ditado que revela aquiescência no que se fez, seria como um bálsamo curando supostas feridas causadas pelo fracasso.

Acontece que Neymar não tem feridas e isso ficou claro com seu patético comercial patrocinado pela Gilette do grupo Procter & Gamble. Se aproveitando do próprio fracasso e sem vergonha alguma de com ele faturar em torno de 7 milhões de dinheiros americanos, este jogadorzinho de bosta revelou a sua estatura moral,a estatura de um Leprechau e o descaramento da mesma figura. Neymar não teve vergonha de se envergonha e se enlamear na própria perfídia. Quis convencer a quem que é um menino? Aos 26 anos? Cresça, garoto! Você é um homem! OK que sei pai, age como seu tutor o tempo todo respondendo por você, agindo por você, jogando  você em uma barafunda  sem fim e vergonhosa. Até quando, Neymar, teremos que ver ações infelizes de sua parte sendo justificadas agora não só por seu pai, mas por grandes corporações  dispostas a faturar alto com sua imagem?

Neymar, seu comercial foi um tiro no pé! Uma vergonha alheia que nem o Monty Python ou o Saturday Nigth Live poderiam produzir. Você se apequenou muito mais mais do que já estava pequeno e espero sinceramente que tenha chegado ao fundo do poço. Ter dinheiro, namorar uma mulher tão linda quanto fútil, estar cercado de "parças" que apenas o bajulam por medo de dizer verdades e perder privilégios é algo muito triste, degradante até. Será que um dia você aprenderá a se portar como homem?

É isso

Ouvindo: Misfits

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