Serena Williams e a Proibição De Sua Roupa Em Roland Garros



Serena Williams é para mim desde sempre uma das maiores heroínas do esporte  profissional ao redor do mundo. Negra, jogando um esporte majoritariamente branco, quebrando padrões, regras e o que que mais precisar ser quebrado, Serena dominou (e domina), entre idas e vindas o cenário do tênis feminino a mais de 20 anos.

Serena teve uma filha a pouco tempo atrás e já voltou a jogar e estreou, em Roland Garros um uniforme estonteante, pra dizer o minimo. Não que eu ache Serena bonita, não é o meu tipo físico de mulher, de forma alguma, mas é também sem dúvida, o meu tipo de mulher quando se trata de mostra a força e o empoderamento feminino simplesmente sendo ela mesma, sem mimimi, sem invencionices, apenas sendo quem é. Sejamos sinceros, não é uma "puta" roupa?



Roland Garros é um  dos Grand Slams que compõe o circuito anual de tênis. Sendo econômico na explicação, significa que é um dos torneios mais importantes da temporada e para muitos, o mais charmoso. A "circo" de Roland Garros como um todo tem um presidente, ou seja, um executivo metido a besta que comanda a parte empresarial do negócio e diga-se de passagem é um grande negócio, pois premiações milionárias são distribuídas aos que se classificam  para jogar o torneio.

Bernad Giudicelli, esse é o nome do figura, não apenas criticou a roupa de Serena como a classificou de desrespeitosa e já proibiu que trajes parecidos sejam usados no próximo ano. Giudicelli é claro, um rematado imbecil. Serena e sua patrocinadora, a Nike, desenvolveram o traje inspirados no super herói Pantera Negra e basicamente ele foi concebido para melhorar a circulação sanguínea de Serena pois ela teve complicações durante seu parto que quase a levaram a morte.

Giudicelli, um tosco imbecil preferiu chamar de desrespeito uma roupa que além de linda ajuda a atleta que se recupera ainda de seus problemas físicos e em uma atitude - essa sim de enorme respeito, não se negou a jogar o torneio quando poderia ter abrido mão. Como todo Cartola, ou quase todo, Giudicelli é obtuso, tradicionalista e sobretudo perde excelentes oportunidades de ficar com a boca fechada.

Serena em minha opinião foi sim respeitosa mas sem deixar de ter atitude e ousadia, algo que falta e muito, ao mundo de uma maneira geral. Desportistas, artistas, pessoas em geral, estão cada vez mais plastificadas, fugindo de ser quem são, aceitando imposições idiotas e sem sentido apenas para garantir vantagens seja de espécie sejam.

Serena sempre será lembrada por seus títulos e feitos pelo esporte, Giudicelli além do completo ostracismo que babacas merecem, terá uma nota de rodapé das mais infelizes em sua biografia citando que por puro despeito, preconceito e babaquice gigante quis interferir na forma com que uma das maiores tenistas de todos os tempos se vestia para entrar em quadra.

Quanta bobagem!

É isso.

Ouvindo: Lady Antebellum

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