Eu Tenho Tanto Pra Dizer
Eu entendi uma coisa realmente importante por estes dias: Eu tenho muito a dizer, muito. Isso não significa que o que eu tenho a dizer tenha coerência ou até mesmo sentido. Nada disso. Apenas tenho o que dizer e não consigo represar. O que eu penso muitas vezes me afoga se não solto. Meus pensamentos me consomem muitas vezes e não porque sejam profundos, perfeitos, interessantes ou qualquer coisa assim. São apenas os meus pensamento e muitas vezes, mesmo tortos ou dissonantes, eu preciso exprimi-los. Para viver.
Minha mente me tortura. Literalmente me tortura. Difícil talvez de entender mesmo para mim, que dirá para outrem. Mas o fato é que minha mente necessita de um escoadouro e ele esta aqui, neste blog. Escrevo para não alucinar, a verdade é essa. E alucino porque não tenho o talento dos escritores que me inspiram e me envergonho por este motivo e quanto mais escrevo mais eu acho que não deveria escrever e paradoxalmente maus preciso de ninha escrita. Minha escrita me alivia, me redime muitas vezes e me coloca em problemas outras tantas vezes.
Seja um texto aqui, seja uma postagem no facebook, meus escritos raramente despertam interesse e quanto despertam é na forma de censura, de muxoxos infames e reprobatórios que exprimem que muito melhor seria eu ficar em silêncio seja oral, seja escrito. Não teno rebuscamento, não o que eu gostaria, não tenho estilo, sou uma reles colcha de retalhos que escreve por impulso e nem se dá ao trabalho de revisar o que o texto produziu. Mas eu preciso escrever. Eu tenho muito, tenho tanto a dizer.
Eu escuto meus compositores/cantores favoritos e secretamente (agora não mais) os invejo. Queria ter o talento de escrever algo realmente bom, revolucionário até, queria impactar o que é bem diferente de polemizar, mas não consigo. Meus textos são bem sem graça, bem sem sal. São comida para hipertenso não energético para atletas. Vivo, como diria Felipe Valente um dos meus compositores/cantores favoritos em "pobres versos" não consigo ir além deles, jamais. Existe um limitador dentro de mim que me faz ir até certo ponto e um ponto bem fraco, bem pouco satisfatório.
Eu tenho muito, tenho tanto a dizer. Eu só não sei como dizer.
É isso.
Ouvindo: Felipe Valente
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