Dia de Resoluções.
Hoje é Domingo, pede cachimbo. Mas em um fim de tarde como hoje, onde as coisas não foram tão bem profissionalmente, onde me sinto meio que perdido em meio as minhas tantas certezas, o Domingo me pediu mais que um cachimbo que de qualquer forma eu jamais daria uma vez que tenho real aversão a cachimbos, cigarros, charutos ou qualquer outro derivado esfumaçado.
O Domingo, me pediu um contato profundo comigo mesmo, reflexões que a tempos eu adiava vieram a tona para serem elaboradas e finalmente ideias se assentaram e minha cabeça. Dentre elas a ideia fixa que me diz que não posso apenas ficar vendo a vida acontecer a minha frente. A vida é curta e pede intensidade neste momento, ao menos para mim, ela clama por intensidade, por seriedade por ajustes que venho adiando por pura teimosia. Pois bem, vamos a eles.
Preciso urgentemente aprender a falar menos e ouvir mais. Mais do que ouvir, elaborar o que foi dito. Não ser reativo, não deixar que o calor da emoção imediata me faça tomar atitudes das quais frequentemente me arrependo. Eu não preciso estar certo o tempo todo e muito menos provar que estou. Isso é bobagem. Eu preciso apenas saber que estou sendo correto, integro, leal com as pessoas a minha volta. A lealdade não pode ser negociada, vendida, trocada por 30 dinheiros de prata pois a lealdade é a base do caráter. Foi um longo e duro aprendizado, mas é uma lição que esta gravada em minha mente.
Falar demais embota o raciocínio, atrapalha o próprio curso das ideias. Normalmente quem fala demais não tem nada a dizer. Isso é um fato. Quem fala demais perde a possibilidade de calar-se e ouvir boas lições e normalmente falar de mais é indicativo do quanto a pessoa é apaixonada por si mesma e pelas suas ideias que para ela são sempre as melhores. Sei porque no fundo sou assim e sei que é hora de desapegar de mim mesmo e me refazer, me reconstruir, entender que a vida é feita da junção de tanas e tanas ideias e não apenas das ideias que eu tenho.
A minha resolução dominical ou as minhas resoluções podem ser todas resumidas na necessidade identificada por mim em mim mesmo de falar menos, de respirar, de escolher o silêncio, de baixar a cabeça ao invés de estufar o peito e responder. Por que a grande pergunta a ser feita é: Se eu disser algo mudará o destino da situação? Ou apenas será mais uma opinião infrutífera e muitas vezes desnecessária?
Desmembrando a resolução, há que se falar com propriedade. Falar sem ter certeza, falar de ouvir falar, falar porque outros querem que seja seu porta voz, falar muitas vezes sem nem saber o porque se esta falando é algo que não farei mais. É preciso certeza do que se fala é preciso que as palavras venham acompanhadas de luz, da luz da verdade, não das trevas do disse me disse ou da dúvida. Falar apenas porque se acha que vai ser bom, geralmente é muito ruim.
A minha vida, eu espero vai ganhar um salto de qualidade daqui para a frente. Minha boca já me colocou em situações muito complicadas por falar mais do que era devido e agora eu pretendo pensar muito, muito para falar e mais ainda para gritar ou ofender e sobretudo para dizer palavras que sei que tem potencial de magoar a quem quer que seja. Não vai ser fácil eu bem sei, mas fácil é fazer Miojo, não mudar a rota de nossa vida.
Que o Senhor me ajude!
É isso.
Ouvindo: 4HIM
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