A Beleza Da Arte



Não estou passando por nenhuma desilusão amorosa, muito pelo contrário. Sinto-me feliz e nesse sentido minha vida vai tranquila. É  bom saber que se ama alguém, é muito bom estar tranquilo, uma vez que o amor nos fortalece, nos torna pessoas melhores, alegra a alma e gente de alma alegre não enche o saco de ninguém.

Escute esta canção, por favor, e prosseguimos:



Se escuto esta canção na frente de outras pessoas, passo vergonha. Choro desbragadamente, como se um rio estivesse me inundando de forma categórica, impossível de fugir, seja a nado, seja com um bote salva vidas, seja com o que for. As lágrimas escorrem como estão agora, molhando o teclado. Isso se chama verdade. Tão simples quanto isso, verdade!

A um artista, um verdadeiro artista neste caso falamos de artistas ligados a delicada seara musical, é permitido tudo, fala sobre o que for, como for, no momento que for, desde que haja verdade em suas expressões. Cícero, nesta canção como em toda a sua obra transborda verdade, inunda os ouvintes com sua emoção de uma forma tão plena que até quem tem um amor para chamar de seu, chora.

Não que o choro seja obrigatório mas ele é a forma como muitos, eu incluso, (embora quase ninguém acredite) tem para extravasar seus sentimentos. Não choro de tristeza, mas de emoção por ouvir tão bela canção, por ouvir um sentimento tão pleno e verdadeiro ser derramado a quem quer que se disponha a ouvir a se emocionar junto com o autor da obra.

Existe uma incontida emoção na forma de Cícero cantar, na forma com que se comunica com o ouvinte que ombreia com J. Cash, para mim a verdade musical suprema. Cícero é tão simples e por este motivo tão ao coração que eu poderia ficar ouvindo esta música o tempo todo do meu dia. A suavidade de seus acordes, a beleza de sua colocação vocal, a forma com que a voz vai rasgando o coração me faz pensar que jamais ouviria esta canção em caso de desilusão amorosa, pois seria como cortar-se com uma navalha esperando que não sangre.

A beleza da arte reside exatamente em saber tocar o outro, pois a arte jamais pode ser produzida de forma egoísta, sem o desejo do artista  de compartilha-la com o mundo. Se este desejo não existe, arte não é sendo apenas um mero exercício pretensioso de estética duvidosa. Quando escuto canções como esta, me renovo, entendo que a arte não acabará enquanto houverem corações  dispostos a tocarem outros corações e isso é lindo!

É isso.

Ouvindo? Cícero 

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