De Como J-Lo e Shakira Deram Uma Surra Em Trump e Bolsonaro Ainda Que Não Fosse o Intuito.



Jennifer Lopes, a J-Lo para os Fãs, a Jenny From The Block, a filha de Porto Riquenhos que representa como poucas a latinidade, ela mesma, uma das maiores artistas de sua geração se juntou a Shakira, a Colombiana mais linda que já existiu, a mais dançante, a mais cantante, a mais talentosa, a que mostrou ao mundo que a Colômbia não era só sinônimo de Pablo Escobar e tinha muito mais a oferecer ao mundo e juntas e invencíveis fizeram o que foi  tirante o show de Michael Jackson que é impossível de ser batido, o maior show da história do Super Bowl.

Irrepreensível em todos os detalhes com um brilho único, um ritmo avassalador, coreografias de encher os olhos, performances vocais que beiram o extraordinário e músicas que a tempos mesmerizam audiências mundo a fora o que ambas fizeram em pouco mais de 15 minutos foi simplesmente extraordinário. Miami nunca mais verá algo assim!

Para além do show e da performance artística, o que realmente me encantou foi a mensagem política. Creio que sim, elas são conscientes que por trás deste show cheio de som e beleza havia uma mensagem clara para Donald Trump o mais odioso  presidente que os EUA tiveram o desprazer de ter e o mundo por consequência tolerar e Jair Messias Bolsonaro, um sujeito misógino, racista, homofóbico até a tampa e burro como uma porta que além de tudo defende uma cambada de filhos incompetentes e mimados.

A mensagem foi muito clara: "Ei, idiotas, somos Latinas, mulheres, não temos preconceitos contra homossexuais, a maioria de nossos dançarinos claramente os são, defendemos a diversidade a bondade entre os seres humanos e um mundo livre de racismos e tantas outras amarras e ódios que vocês tanto gostam de cultivar e espalhar com suas falas tolas e destemperadas.

O mundo parou para as ver, mais de 1 bilhão de pessoas através do mundo todo acompanharam ao vivo o show do intervalo (como torcer para o Santos inserido no contexto de um futebol nacional patético, mal gerido, pessimamente organizado?) e essas pessoas como que hipnotizadas diante de seus televisores ou internet  perceberam que mulheres latinas podem fazer muito, mas muito mais do que esses dois patetas podem supor.

Bolsonaro lambe as botas de Trump por ser ele, Trump um espelho onde Bolsonaro vê replicados todos os seus pensamentos odiosos e Trump aceita a fidelidade canina (e canina aqui não é força de expressão) de Bolsonaro porque sua vaidade e seu ego não tem limites de tamanho, aceitando elogios ainda que eles venham de um asno travestido de ser humano como Bolsonaro.

A arte sempre vencerá a politica no final. Não existe politico que possa com a arte verdadeira e bem executada e em que pese que os donos das franquias da NFL serem em sua totalidade porcos capitalistas tão inúteis como a dupla Trump/Bolso, ainda sim, foram esses mesmos donos que tiveram que se curvar ao talento de duas mulheres latinas, empoderadas e extremamente talentosas.

Não foi dessa vez que o estilo Jeca de Trump, o mesmo de Bolso, reinou em um lugar onde a arte deve imperar. Não foi dessa vez que Trump a quem a classe esportiva  dos EUA em linhas gerais simplesmente encontrou palanque para reverberar suas idéias podres  e sem sentido. Bolsonaro, coitado, que não sabe fazer um "o" com o copo, nem tem ideia do que seja o Super Bowl por idiota que é,  mas ainda sim o show de J-Lo e Shakira serviu para mostrar ao mundo que mulheres podem sim estar no poder e podem sim fazer muito mais do que esses dois tolos supõe. E se elas, mulheres podem fazer, assim o podem os negros, os homossexuais, e todos os outros grupos de pessoas a quem esses dois inúteis tanto odeiam.

Foi mais que um show. Foi um ato político, foi um espancamento em praça pública de duas personalidades absolutamente desnecessárias e tóxicas. Foi a redenção daqueles a quem eles perseguem. Foi lindo, enfim!

É isso

Ouvindo: J-Lo

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