Uma Intersecção entre o Aniversário de 20 Anos de Rafaela e Os Filmes Blade Runner e Interstellar



Dois de meus filmes favoritos em todos os tempos são de ficção cientifica e fazem parte do título deste post. Tanto Blade Runner quando Interstellar, falam sobre perpetuação da vida. No caso de Blade Runner, a vida de Replicantes que nem seres humanos são mas querem viver como tal pois foram programados para acharem-se e perceberem-se humanos. Interstellar por seu turno trata do instinto mais presente em nós seres humanos, o instinto da sobrevivência.

Minha filha Rafaela nasceu a exatos 20 anos atrás. No dia 13/06/2000 eu a pegava em meus braços pela primeira vez. Tão bonita, com sua carinha de joelho que logo se transformou no rosto mais lindo que já vi, ela encheu de alegria meu coração e me fez ver que ao menos alguma coisa boa, ou melhor, espetacular eu poderia realizar em minha vida. Rafaela é a luz dos meus olhos, o Sol que ilumina meu caminho e todo meu desejo é que ela viva por muitos e muito anos além de que ela tenha uma vida próspera e feliz, realmente feliz.

Onde há intersecção possível entre o aniversário de minha filha e esses filmes? Bom, o amor sempre é a resposta para tudo e neste caso não poderia ser diferente. é  amor que da liga as histórias contadas nestes filmes embora Blade Runner tenha um ar soturno, desprovido de qualquer resquício de alegria, é o amor que o conduz pois o amor tem formas e formas para se revelar e mesmo replicantes inumanos o sentiram ali de tão forte que é. A intersecção de Blade Runner com minha filha é o futuro proposto pelo filme, cada vez mais presente diga-se de passagem, onde viver neste débil planeta azul é cada vez mais um exercício de resiliência dadas as condições caóticas que só pioram a cada dia.

Eu talvez não possa mudar as condições caóticas deste planeta para minha filha seguir vivendo nele, mas posso cerca-la de todo amor possível, para minorar a dor e o sofrimento gerados por um mundo onde cada vez mais o egoísmo e a falta de empatia pelo outro imperam, onde a pluralidade é nula e a polarização de opiniões gera apenas sofrimento. Não serei o Deckard de minha filha, pois não preciso sair matando replicantes, mas extermino qualquer um que se opor entre ela e a felicidade.

Interstellar, um filmaço magnífico que ninguém viu no Brasil, (assim como Blade Runner) tem uma temática ainda mais tocante. O pai da personagem Murphy, precisa literalmente salvar a espécie humana achando um outro planeta para  os habitantes daqui. Ele faz uma viagem que é quase suicida movido única e exclusivamente pelo amor que sente por Murphy e seu outro filho e embora pareça ser movido pelo bem da humanidade, é apenas em seus filhos que ele pensa o tempo todo e em como mante-los seguros e a salvo de um mundo que vai aos poucos se desintegrando.

A intersecção aqui é evidente. Por Rafaela, eu viajaria por todo o espaço sideral ou onde mais fosse necessário e se precisasse ficar anos e anos fora apenas para mante-la a salvo do mal, eu assim faria. Por minha filha, não tenho limites possíveis ou visíveis, eu apenas faço o que tem que ser feito.

Parabéns, minha filha amada, parabéns! Que você seja feliz e tenha uma vida cheia de felicidade e amor!

Aproveito para indicar tanto Blade Runner (o primeiro, a continuação é de uma idiotice de dar dó!) e Interstellar a quem ainda não os assistiu. Vale cada minuto investido!

É isso

Ouvindo: A maravilhosa trilha sonora composta por Hans Zimmer para Interstellar


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