O Ódio é o Que Nos Une
Seja pela Direita, seja pela Esquerda. Seja pelos sertanejos, seja pelo rock. Seja pelo capitalismo, seja pelo comunismo, seja enfim, pelo que for, o ódio é o fator de união, a cola do mundo e da sociedade cada vez mais doente em que vivemos. Esqueça o tempo em que as pessoas se juntavam apenas pelo que gostavam e o que gostavam as unia ao ponto de reuniões acontecerem, saraus, conversas animadas e produtivas e o tema era o aquele assunto em comum.
Hoje pessoas que gostam de determinada coisa se unem para juntos odiarem a quem não gosta. Não existe mais tolerância com a opinião alheia, não existe mais a possibilidade de discussão sadia e ponderada. Não fazer parte de um círculo de pessoas que pensam de forma A, de coloca ainda que não seja verdade dentro do círculo das pessoas que pensam da foram B e isso te faz inimigo tanto de quem pensa da forma A quanto da forma C.
Hoje as pessoas tendem a pensar de forma estanque, encerrando seus pensamentos neles mesmo e com fronteiras bem curtas e rasas. Gostar de certo gênero musical te exclui de gostar de outro e se o assunto for política então, acaba em morte pensar diferente. Estamos a cada dia construindo verdadeiras trincheiras onde são bem vindos apenas aqueles que querem guerrear pelas mesmas ideias que as nossas, se for diferente, esqueça, não presta, não serve, é meu inimigo.
Até uma Pandemia que mata de forma indiscriminada acabou virando um front ideológico onde pessoas brigam pelo direito de impor qual remédio ineficaz deve ser utilizado no tratamento e qual vacina nos servirá sendo que o país de procedência conta mais do que sua eficiência. Odiamos Chineses por achar que existe um plano de dominação mundial em curso por parte eles e eles odeiam o ocidente por pensar o mesmo. Mas esquecemos que o povo, aquelas pessoas que só querem pagar suas contas e viver em paz não querem dominar nada e muitas vezes são feitos de massa de manobra tanto aqui quanto lá por governantes que fomentam essa falta de empatia e esse ódio que tem nos unido.
Eu me pergunto se precisamos mesmo nos unir como grupos em prol do desamor. Se precisamos tanto buscar a identificação com outros nas redes (anti) sociais que frequentamos ainda que essa identificação se de a base de palavras de ordem torpes contra quem pensa diferente. Por que não deixamos as pessoas pensarem como desejam sem julgá-las, odiá-las ou pensamentos do tipo? Eu acho que podemos sim viver de uma forma em que o amor seja mais forte que os sentimentos contrários a ele. Eu creio firmemente que a vida pode ser vivida de forma a não preferirmos o desamos ao amor. Eu acredito que a empatia pode florescer novamente.
E você?
É isso
Ouvindo: Queen
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