Tenho Dores

 

São por vezes excruciantes as dores que sinto. Não me lamento por estar prestes a completar 48 anos, ao contrário, agradeço ao Eterno a oportunidade de estar vivo e produtivo. Porém a cada dia que se passa minhas dores se tornam mais e mais presentes e exatamente por este motivo me incomodam de forma  mais aguda que há tempos atrás.

Não falo das dores da alma, pois estas eu embalo em uma fina camada de melancolia e as carrego sob o peito sem maiores estragos, mas as dores físicas me fazem sentir o resultado de uma vida negligente quanto aos cuidados com o corpo e é este corpo que reclama me enviando sinais de descontentamento em forma de dor.

Tenho especificamente uma dor aguda na altura da virilha esquerda que se irradia pela perna e me faz as vezes ter dificuldades de levantar após algum tempo sentado. Trabalho a maior parte do tempo sentado e a cada vez que me levanto, a dor se apresenta e me faz soltar um palavrão silencioso que ecoa por todo o meu interior.

Sinto esporadicamente dores em outras partes do corpo e já não consigo caminhar longas distâncias como sempre gostei de fazer. A dor não me permite mais jogar futebol ou praticar qualquer outro esporte mas por outro lado o seu lado pedagógico me ensina a lidar com meus limites, minhas fraquezas e entender que não sou quem eu imaginava ser no sentido de que as mudanças acontecem muitas vezes sem que sequer eu consiga me dar conta do processo só as percebendo quando já me tomaram de assalto.

Viver com dor não é o melhor dos mundos obviamente mas pior é viver sem esperança. Para sarar as dores, analgésico. Para sarar a falta de esperança é bem mais complexo. O meu corpo dói, resultado dos meus erros para com ele, mas enquanto a cabeça estiver alerta, enquanto eu conseguir concatenar pensamentos de forma lógica, eu darei prosseguimento a jornada. 

A vida é algo tão belo de se observar que não posso pura e simplesmente deixar que dores físicas suplantem o prazer que existe em viver. Enquanto um mínimo de força houver em mim, sigo em frente. A vida é bela!

É isso.

Ouvindo: Lady Antebellum


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