Coca Cola, Unilever, Procter & Gamble, Colgate Palmolive, Whirlpool, BRF, Sony, Motorola, Electrolux e Tantas e Tantas Outras Marcas! Vão Se Calar?
Será possível que nenhum fornecedor do Carrefour vai se pronunciar ante a barbarie ocorrida no Rio Grande Do Sul? Será que o único pensamento desses CEO'S esta dirigido para quanto tempo vai demorar a reabertura da loja? Não vão mesmo vir a público repudiar o nefasto acontecimento nas dependências do mercado? Será que vão pura e simplesmente culpar a vítima como sempre scontece no Brasil? Ou a "midia"? Vão continuar a escoar seus produtos normalmente por uma rede que testa o tempo todo quão alienado é o povo brasileiro?
É evidente que o silêncio ensurdecedor de todos esses gigfantes capitalistas tem por objetivo fazer com que todos esqueçam o acontecido o mais rápido possível e muito provavelmente esta tática ultrajante dará resultado. Porém é inegável que ao se posicionarem desta maneira, ao silenciarem quando deveriam gritar, essas empresas que em sua maioria tem campanhas institucionais fortíssimas falando exatamente sobre igualdade, sobre consicência social, sobre o coletivo sobrepujando o individual e tantos outros nobres tópicos mostram que tais ações são vazias, mentirosas e desprovidas de qualquer desejo de mudança de comportamento por parte de seus consumidores. Elas simplesmente não dão a minima para os seus consumidores na verdade, antes querem apenas que eles continuem a comprar os seus produtos e ponto final.
Redes varejistas, empresas que as abastecem, empresas que fornecem para estas outras, todas elas ainda não entenderam o quanto o mundo precisa urgentemente de mudanças e essas mudanças só ocorrerão se as grandes potencias empresariais tomarem a frente e de fato assumirem suas responsabilidades sociais que não são poucas.
É uma vergonha que as vendas globais de empresas com faturamento na casa dos bilhões continuem em alta enquanto seus consumidores principalmente os que habitam os rincões mais pobres e esquecidos continuem na miséria. Será que não ocorre a estas empresas que a democratização real ao acesso aos seus produtos aliada a campanhas de apoio as novas gerações de pretos e mulheres, proporcionando a estes dois grupos ainda tão oprimidos nestes lugares criaria uma nova linha de consumidores muito mais engajados mas também com maior poder aquisitivo e sobretudo prontos a educar as gerações que após eles virão?
O Silêncio dessas empresas no caso do Carrefour é sintomático do despreparo de seus diretores para lidarem com pessoas ao invés de planilhas de custos e CRM'S sofisticados que transformam seres humanos em dados. Precisamos gritar muito além do que apenas contra o Carrefour, precisamos enquanto sociedade mostrar para estas empresas que elas também tem responsabilidade no que acontecem em seus pontos de vendas e se esses pontos de vendas não cxonseguem manter um minimo de civilidade, que sejam punidos com a retirada ainda que temporária de seus produtos para que quando voltarem as gondôlas eles tenham feito os necessários ajustes.
O que aconteceu na noite de ontem foi um baque enorme, uma tristeza que aperta a alma e o coração e só me resta pedir que Deus conforte a todos que amavam a este homem preto.
É isso.
Ouvindo: Lobão
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