Há Um Vilarejo (Ou Deveria Haver)
"Há um vilarejo ali", canta Marisa monte. E ela continua "onde areja um vento bom". Delicia né? Um vento bom, uma brisa suave, uma calma que conduz a paz. Ela ainda diz ao longo da música. "Toda gente cabe lá, Palestina, Xangrilá. Vem cantar e voa, vem cantar e voa" Idílico? Sem dúvida? Possível? Não em nossas plagas onde essa gente fétida e carnicenta se apossou do poder e nos obriga a vivermos sob uma tempestade incessante de mais de 410.000 mortos.
"Vilarejo" é uma metáfora as avessas do Brasil que hoje vivemos. A música fala de um lugar onde "o Paraíso se mudou para lá" Aqui, a nossa sorte é que Deus ainda olha por nós, mas o Paraíso, este nunca esteve em Terras Brasilis de qualquer forma, se transformou em um inferno sem precedentes, um lugar quente e caótico onde a dor e o choro daqueles que perderam seus amados vítimas da inépcia e total indiferença de um governo recheado de malucos. Um lugar onde o Ministro da Econômia apelidado de Posto Ipiranga levado pela crença de que sabia de tudo e que tinha solução para tudo, virou no máximo um lugar de onde saem idéias (ou gasolina pra ficar na metáfora infeliz) que de tão batizadas destroem o motor da nossa econômia real e nos fazem refem impedidos de fugir pois o carro não funciona.
A música continua dizendo que "por cima das casas, cal" ou seja, casas simples mas que tem "frutos em qualquer quintal". Aqui? Mais da metade da população sofrendo de insegurança alimentar, pais indo dormir com foma para que seus filhos comam, filhos dormindo com fome junto aos seus pais. E por que? Porque de novo, temos um Presidente inútiul, cercado de minostros igualmente inúteis que não querem nada com nada. Porque os filhos deste presidentes, notórios enrolados com milícias e quetais, palpitam mais que o próprio Presidente. Porque um "Filósofo" que na verdade é nada mais que um imbecil, fica lá dos EUA assoprando boçalidades para este Presidente que certmente não tem estofo intelectual para entender revistas em quadrinhos, quanto mais filosofia.
É triste não haver este vilarejo que eu tanto gostaria que houvesse. Ainda que fosse para a moradia dos meus a quem amo e dos que amam também aos meus. Ainda que fosse para vivermos de forma utópica porque aos 48 anos eu ainda prefiro a utopia que a sua contraposição que seria a distopia. Eu ainda creio que o mundo pode ser minimamente bom com quem se dispõe a ser bom com ele. Eu acredito que o resto de vida que temos, pode ser mais bem vivido do que foi até aqui,
Eu acredito que exista um vilarejo ou que ao menos ele deveria existir.
É isso
Ouvindo: Marisa Monte
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