Art Popular e a Genialidade do Pagode Dos Anos 2.000
Enquanto Netinho de Paula e seu Negritude Júnior distribuiam Danone (digo Pettit Suisse Chambourcy), Anderson e o Molejão saiam varrendo sabe-se lá o que e onde e outras bandas(?) como Soweto, Kantiguele e tantas outras tentavam se sobressair e para isso faziam qualquer coisa como por exemplo participar de pegadinhas do Silvio Santos como fizeram a banda Karametade e o próprio Katinguele, se metendo em aviões que davam rasantes fingindo cair ou entrando em "prisões" onde os internos se amotinavam, tudo isso claramente em busca de uma exposição absurda e desnecessária, uma entre todas focou em fazer arte. E assim fez. Falo do Art Popular capitaneado por Leandro Lehart.
Embora a discografia completa da banda (é banda que se fala para os pagodeiros?) seja composta de discos bons e alguns excelentes, vou falar de um, que para mim foi o auge, produto de exportação mesmo, que não faria vergonha se apresentado para qualquer produtor sério ao redor do mundo, o Acústico MTV Art Popular. Melhor por exemplo que a chatice avassaladora do projeto acústico dos Paralamas do Sucesso ou o mais do mesmo de Zeca Pagodinho,o acústico do Art Popular não renunciou em momento algum aos cavaquinhos marcados, aquela coisa de pagodeiro que não pode faltar mas foi acrescido de piano muito bem executado, uma poderosa seção de metais, vocais da melhor qualidae e um repertório que além de cobrir a trajetória do grupo trouxe pérolas como essa:
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