Darn it!

 

Eu me ponho a pensar na vida neste momento, um Sábado a noite. O Brasil ganhou a medalha de ouro no futebol olímpico para minha imensa tristeza. Não torço para a seleção brasileira, acho um absurdo ter futebol nas olimpíadas, é uma mini copa do mundo com times que de outra forma não entrariam na copona e acabam jogando a copinha. Um saco, em suma.

Coloco uma seleção musical do Heritage Singers para ir tocando enquanto escrevo. Raramente escrevo sem música, não consigo.  E a primeira música é "It Takes a Lot Of Growing" Não tinha outra? Já escrevo chorando, pois as lembranças são inevitáveis. Afinal, cantava esta música com o nosso grupo musical da IASD Penha, uma versão bonitinha, com uma letra que até fazia sentido ante a letra original, dizíamos, ou melhor cantávamos "pois com Cristo (Criisto), vou crescendo forte e feliz, com Cristo, crescendo em mim". Era sincero saca? Uma época em que eu não era o cínico que sou hoje. Não dizia coisas para a gradar quem quer que fosse, não era matreiro, era apenas eu mesmo. Chego a conclusão que a criança que eu fui me daria umas boas broncas se me encontrasse por ai. Talvez até atravessasse a rua se me visse a tempo de o fazer.

De qualquer forma, me ponho a pensar na semana. Tive três clientes muito interessados em nossos anúncios, em 3 anúncios mais especificamente. Todos chegaram tarde, pois os imóveis já tinham sido vendidos. Darn it!!! Fazer o que? A vida é assim! Acho que foi a semana em que o louco depravado do Bolsonaro mais contou mentiras em série. Falando mal de todos que odeia (aqueles que não pensam como ele) fazendo questão de não usar máscara e tomando cloroquina pelo rabo, com toda certeza!

Alias, máscaras... Falando nelas, quantas usamos todos os dias para nos relacionar com as pessoas não? Não falo nas de pano, ou N95, ou qualquer outra, falo das sociais mesmo. Do que dizemos as pessoas apenas para evitar o conflito (ou para tacar fogo no parquinho mesmo), no que pensamos e guardamos para nós e fazemos expressões faciais mesmo com as máscaras que são diametralmente opostas ao que estamos pensando. Máscaras... Quantas Usamos?

Outro dia um amigo me chamou para dizer que lê este blog (deve ter lido um ou dois posts) e na maior educação me falou dos erros em série de Português que cometo. Cheio de dedos, apontou alguns, disse não ter certeza de outros (sim, ele tinha certeza, verifiquei e estava mesmo errado tudo o que apontou). Mas se é meu amigo, para que ter medo em dizer? Eu não tenho a menor vergonha em dizer que não terminei sequer a aintga quinta série do ensino ginasial. E daí?  Erro no Português mas não no raciocínio. Não me incomodo de ser corrigido, ainda mais por quem gosta de mim, mas me incomodo e muito quando usam máscaras para falar comigo. Tenho vontade de gritar que sei que é tudo falso, mas estou aprendendo ( ao meu ver) a me conter.

Esta semana tive muitas oportunidades de perder a classe mas perdi em poucas. Guardei as outras oportunidades no bolso e joguei fora assim que achei um lixo. Procuro não usar máscaras para isso, estou aprendendo apenas a usar do silêncio. Afinal se tem algo útil vindo da CPI da Pandemia, é aprender que para não se incriminar, basta ficar em silêncio, por mais estapafúrdio que isso pareça.

Fui a Itapevi esta semana e raafirmei sem sombra de dúvidas que é a cidade mais feia entre a que conheço. Um lugar zuado e sem a menor classe ou categoria. E o pior, tive que almoçar lá, no que chamam de shopping da cidade. Se tivesse uma pistola, muito provavelmente teria atirado em meus miolos e teria colocado fim ao terrível sofrimento que foi passar quase duas horas de minha vida naquele horrendo lugar. Tal qual um Axel Rose enlouquecido, tive vontade de queimar minhas vestes ao sair de lá. (Axel disse que queimaria suas roupas usadas no Brasil por algum motivo que desconheço mas imagino estar ligado ao uso abusivo de álcool e drogas). Se bem que eu não usei álcool e drogas e estou dizendo esta sandice. Chego a conclusão que falar merda é libertador e todos deveriam falar de vez em quando.

Esta semana me lembrei da expressão da língua inglesa que usei alguns parágrafos acima e da título ao pot de hoje: "Darn it!"  Eu a usava com frequência em um determinado momento de minha vida. Não vem ao caso dizer o porque mas eu usava muito. Tudo que acontecia eu dizia "Darn it!!!" Acho que vou voltar a usá-la. Estou ouvindo Heritage em um Sábado a noite e escrevendo em meu malfadado blog, mas espero que muito em breve eu esteja com um bebezinho(a) nos braços para embalar e cantar algumas canções para que ele(a) adormeça, assim como fazia todos os dias com a mãe deste rebento que logo chegara ao mundo. Ela gostava de ouvir, ou dormia para acabar a tortura? Nunca vou saber, então prefiro achar que ela gostava.

Cantava muitas músicas. As vezes ela dormia e eu continuava a contar. Uma das que eu cantava é "Special Delivery' do Heritage que ouço neste momento. Cantarei para o meu neto(a). Amo esta canção e eu cantava para minha filha fazendo os contracantos (claro que é uma imbecilidade isso, mas cantava) e em um inglês impecável. Raramente canto uma canção sem ter certeza da pronúncia, afinal em um acampamento de Carnaval, fui duramente corrigido por um boçalzinho de merda que falava inglês e tirou barato de minha errada forma de cantar uma canção bem na frente da menina que eu buscava conquistar aos sei lá, 15, 16 anos. Fiquei roxo, vermelho, branco e preto, tudo junto. Tive ganas de assassina-lo, e se tivesse meios, o teria feito.  A menina riu de mim, meu mundo ruiu. Mas já passou e aprendi a lição.

Na semana que se inicia amanhã, tenho a meta de vender dois imóveis. De resto a aguardo sabendo que "cada dia tem seu mal", diz a palavra de Deus e isso me basta saber. Vamos ver o que vai rolar. A contade luz esta pela hora da morte, comer fora esta cada dia mais caro e gostem ou não, nos governos do PSDB e do PT  a vida não era assim tão dificil de ser vivida em seus termos mais práticos. Maldito Bolsonaro! Malditos militares! Darn it!

É isso.

Ouvindo: Heritage Singers


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