Eu Creio, Quase Não Crendo, Mas Precisando Desesperadamente Crer


Eu penso que crer sem questionar, sem duvidar, sem ao menos ter um momento de questionamento é para poucos. Eu Creio por escolha, não por ter sido doutrinado. Sim, cresci ouvindo falar de Deus, de seu filho Jesus e do Espirito Santo. Ouvindo diversas teses, teorias, ouvindo do seu amor e de sua justiça (a enfase na justiça é quase sempre impressionante). Mas nunca aceitei crer por imposição, porque todos criam, ou porque isso me faria ser mais aceito no meio em que quase sempre convivi. Eu creio, quase não crendo, mas precisando desesperadamento crer. 

Não, essa não é uma definição minha. Eu jamais teria competência para criar uma sentença tão bem estruturada e que disesse exatamente como me sinto. é uma frase do Pastor Henrique Vieira, que sintetiza a perfeição o meu conflito ao buscar acreditar em Deus e meu conflito quando tento não acreditar Nele. Sim, eu ja tentei por diversas vezes não acreditar, mas não consigo, então eu sigo crendo, quase não crendo, mas precisando desesperadamento crer.

Deus é o último bastião de coerência em minha incoerente vida. Se em minha playlist musical eu  escuto Sepultura, Foo Figthers entre outros passando por Mutantes e Marisa Monte e indo ao encontro de Frank Sinatra, é a musica endereçada a Deus e seu louvor que me coloca no prumo, que me acalma que me faz entender o significado da vida. Se eu amo ler Stoker, Shelley, Poe, passando pela filosofia clássica e pelas boigrafias, é Lewis (C.S) quem me mostra a grandeza da moralidade Cristã, Agostinho me chama a razão White (Hellen) me fala sobre o final dos tempos com clareza tão cristalina que fica impossível não entender em "O Grande Conflito".

E e exatamente por entender como sou completamente inapto para a vida Cristã séria que na por vezes  (muitas), tento não crer e me libertar de qualquer drecionamento que me leve a parar e pensar na grandeza do amor de Deus. Mas ai, em momentos de rebeldia (por falta de termo melhor e confessando a farsa que sou como escritor) eu corro de volta ao Deus que eu acredito de graça e sobretudo em sua graça. Sim, isso me torna um ser completamente contraditório e sem coerência alguma, mas fazer o que? Sigo crendo, quase não crendo, mas precisando desesperadamento crer.

Tenho uma relação muito louca com animais de estimação. Tenoh minha gata, a Mel e por mais que eu a ame, procuro ficar longe dela. Não quero me apegar porque acredito que viverei mais do que ela (assim espero, pois adoro viver) e não quero devotar tanto amor a ela ao ponto de sofrer quando de sua partida. Assim eu me relaciono com Deus, essa é a verdade. Quando meu visto de entrada ao céu for negado, eu poderei dizer "assim como o esperado" e não me decepcionar.

Eu não faço pedidos a Deus, eu apenas agradeço (com grande espanto), quando reconheço suas bençãos em minha vida. Cada venda que faço em minha profissão por exemplo, só acontece por conta da permissão Divina. Não tenho mérito algum e dalo isso de peito aberto.  Quando me descobri um excelente corretor, sempre coloquei todo mérito em minha conta, mas a maturidade foi chegando e me mostrando que sou um vendedor exclente, porém explosivo, brutal mesmo com os clientes, debochado, irônico e não raro ridicularizo a falta de cultura tão comum mesmo entre os endinherados dizendo os piores absurdos da forma mais séria possível e fazendo-os crer que no fundo falo sério e é tudo verdade. Por que? não faço ideia! Mas não me espanta eu agir dessa forma e sim receber de Deus o perdão e a gentileza de concretizar para mim as vendas que faço então só me resta agradecer e eu agradeço a cada uma reconhecendo a sua grandeza crendo Nele, quase não crendo, mas precisando desesperadamente crer.

A incoerência que me permeia, que me faz por ex emplo ao mesmo tempo ridicularizar um cliente e em seguida brigar por descontos absurdos para ele mesmo que ele já tenha aceitado pagar mais talvez seja o veneno que aos poucos me matará. O antidoto seria obvimente uma fé que fosse tão gigante, tão firmada em Deus que fosse indestrutível. Mas isso como eu disse no primeiro paragrafo é para poucos, para os que escolhem o estoicismo de uma vida  calcada na ética Cristã (embora o estoicismo venha da filosofia de Zenão, não confundir com Zenon, o grande craque Corinthiano), escolha que eu não fiz e pouco provavelmente farei um dia não por repudiar a ética ou o carater Cristão mas por não me sentir digno do céu e suas benesses.

Por que não me sinto digno? Bom, isso seria assunto para outro post ou para anos de terapia. 

É isso.

Ouvindo: Cristiano Arroz (Chris Rice)

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