Desconfio da Tecnologia. Aliás, Não Gosto Dela
Em I, Robot ( Eu, Robô) Will Smith interpreta um policial que tem imensa desconfiança em tudo que é excessivamente tecnológico. Will, a quem considero um grande ator não por conta do melodrama "A Procura da Felicidade" mas sim pela cinebiografia "Ali" está muito bem no papel deste policial. Não que o papel exija qualquer talento superior, qualquer ator o interpretaria bem, mas são personagens assim que podem derrubar um ator afinal de contas e ele foi muito bem.
Baseado no conto homônimo de Isaac Asimov, onde robôs convivem com seres humanos sendo servis e obedientes a suas vontades (escravos, trocando em miúdos), o filme mostra o óbvio, ou seja, em algum momento aquilo não daria certo e os robôs se rebelariam, tentando inverter a situação. Se quiser saber o final, leia o livro, menos de 30 dinheiros em qualquer site decente.
Como o personagem de Smith, eu desconfio da tecnologia com tosse as minhas forças. Não que eu ache que robôs tentarão nossa dominar, nada disso, mas o nosso distanciamento tanto pessoal como de tarefas que poderíamos realizar e delegamos a alguma forma de tecnologia já me assusta demais. Hoje não precisamosmmais de livros físicos, pois leitores automatos os lêem para nós. Eu não precisaria sequer digitar esse texto pois meu celular me.permitr que eu faça um ditado e ele.o escreva. Evitaria muitos e muitos erros de português que eu cometo, mas não seria eu.
E é exatamente o que me incomoda na tecnologia e em como ela vem se impondo em nossas vidas: Ela vem nos.mutilando aos poucos, nos tornando dependentes de tudo que ela possa nos oferecer e ela vem sendo desenvolvida para nos fazer pensar cada vez menos e nos alienar casa vez mais. Uma tragédia anunciada
Não, não quero de forma alguma que paremos.no tempo ou mesmo que haja uma involução do nosso estilo de vida. Apenas penso que deveríamos ser menos dependentes da tecnologia no que tange aos nossos próprios pensamentos e ações. Que possamos manter nosso digitais visíveis em tudo o que fizermos seja para nós, seja para outros. Que a vida não nós leve a sermos avatares de nós mesmos apenas pela comodidade que o anonimato poderia proporcionar. Não quero no meu caso, que a tecnologia leve minha essência embora.
É isso.
Ouvido; Tim Maia
Comentários