Hoje Descobri Uma Nova Tristeza (Mais Uma)
Não sei se é correto dizer que descobri esta tristeza porque no fundo sempre soube onde ela estava armazenada e hoje, agora a pouco eu a acessei.
Não sou uma pessoa invejosa de forma alguma, mas confesso que as vezes, só me deparar com textos bem escritos, daqueles que não se quer que acabe e a leitura continue e continue eu invejo sim um pouco a pessoa que o escreveu. E fico triste. E cima raiva também.
Volta e meia tenho vontade de assassinar este blog a sangue frio. Ninguém merece ler textos tão medíocres e confusos. Tudo o que tem aqui é mal escrito, tosco mesmo. Falta ritmo, elegância, clareza. As palavras ficam brigando entre si, nunca se colocam uma aí lado das outras, são sempre adversárias.
Você pode gostar de uma ou outra coisa em meus escritos mas nunca do todo. O todo não tem brilho. Talvez o que eu possa dizer sobre o que escrevo é que são linhas opacas, não emocionam, apenas irritam.
Isso me faz triste e é uma tristeza que me acompanha. Só quem não me conhece minimamente acha que eu tenho prazer em ser corretor de Imóveis. Claro que eu queria ser escritor. Queria colocar o que sinto para fora, dar vida aos meus sentimentos, ver minha escrita na estante de outras pessoas e que elas gostassem do que fosse lido.
Eu queria ter paciência para buscar a melhor palavra, esperar que o melhor parágrafo surgisse, que ao final de cada escrito eu pudesse de fato sorrir e não me angustiar com a salada indigesta que escrevo dia após dia.
Minha tristeza pode parecer banal mas em mim e muito real. Não conseguir dar significado aí que penso da forma que gostaria, passar pela vida sem ter deixar uma obra literatura com o mínimo de relevância é algo que acaba com minjas expectativas sobre mim mesmo.
Dói em meu coração não saber escrever de forma fluída. Não conseguir alcançar mentes e corações com o que sai da minha cabeça, passa pelos meus dedos e termina na teclas do meu notebook. Existe um abismo tão grande e tão vergonhoso entre o que penso e o que de fato expresso que mais deveria publicar o que escrevo ainda que seja em um obscuro blog.
Existe uma tristeza dentro de mim que só está ali como testemunha de minha total incapacidade de escrever como gostaria.
Que lástima!
É isso.
Ouvindo: Paulinho da Viola
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