Cuphead e o Diabo

 

Cuphead é um jogo que nunca joguei mas como moro no planeta Terra, sei do que se trata. Parece que fez algum sucesso, pois virou uma série na Netflix de desenhos animados. Assisti alguns episódios e o desenho tem momentos engraçados e enfadonhos. Alguns engraçados e muitos, mas muitos mesmo, enfadonhos. Em suma, assim como o jogo, é de uma chatice assustadora.

A premissa do desenho e a mesma do game, o Diabo, representado por um tipo meio débil mental, tenta roubar a alma de duas crianças em forma de xícaras(!) dai o nome do desenho e sofre as mais diversas desventuras. Claro, desenho não versa apenas sobre isso, mas mesmo quando o assuntp é outro, ainda sim carece de muita boa vontade assistí-lo até o final. Penso que essas crianças de hoje gostam de coisas cada vez mais bobagentas, mascada um assiste o que quer (ou que os pais permitam).

Os evangélicos para variar estão gritando contra o desenho. Evangélicos via de regra são mais débeis mentais que o Diabo do desenho, mas escolhem viver suas desventuras de forma diferente, ou seja reclamando com o mundo e levando-se mais a sério do que deveriam ou mesmo do que merecem, já a chatice dos evangélicos não tem limites e só encontra paralelo nos adororadores do Bozonaro.

O motivo da reclamação esta no fato de que o Diabo é um vilão tentando roubar a alma de crianças supostamente indefesas e os sinais confusos que isso pode passar para os petizes. Bom, não sei em que planeta vivem os evangélicos brasileiros, mas vamos lembra que na Biblia, onde divers histórias são relatadas sobre o Capiroto, ele é em todas elas, adinhem só, um vilão! 

O que fez então o desenho além de retratar a realidade, ainda que de forma boba e aborrecida? O Diabo sempre será um vilão, seja ele charmoso quando interpretado por Al Pacino, seja ele um bobalhão como o de Cuphead.  O que não é nadaa charmoso e totalmente bobo é a postura parva de gente que se dá ao trabalho de assistir o tal desenho e criticar o mesmo por ser exatamente como deveria ser.

Sim, eu já perdi as esperanças de que os evangélicos começem a agir como deveriam, sendo luz do mundo e sal da terra, essa tarefa hoje em dia é desempenhada pelos cristãos, que são poucos, mas que buscam fazer a diferença e a diferença entre um grupo e outro reside exatamente na postura que exibem quando assuntos completamente desimportantes por desinteressantes que são como este  surgem no radar.

Um evangélico assiste toda a temporada do desenho para criticar e falar como o mundo esta perdido. O Cristão por seu turno, não se dá o trabalho de perder seu precioso tempo com algo que nem deveria saber que existe e a maioria deles nem sabe mesmo no fim das contas. A maior proteção que alguém pode ter com seu filho, neto ou crianças em geral que ame é selecionar o conteúdo que ele assiste ou não. Qualquer outra coisa é falácia barata.

Deu umas risadas com Cuphead e me aborreci a maior parte do tempo com o ritmo da narrativa, com a falta de boas tiradas e com a indigência do roteiro como um todo, mas não vou falar do Diabo como vilão pois é ai que reside um dos únicos acertos do desenho. Enfim, existem bobagens mais relevantes para se comentar que essa.


É isso

Ouvindo:Soundgarden


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