Bem Vinda a Série A1 Do Campeonato Paulista, Portuguesa!
Eu já não gosto mais de futebol a muito tempo. Ao meu ver, infelizmente, ele se tornou algo chato, sem vida, sem paixão, onde animais que deveriam estar rastejando pelos esgotos tomaram conta dos estádios brasileiros travestidos de torcedores e ameaçam a vida daquele cidadão de bem que só quer curtir um jogo de seu time e vibrar de alegria ou chorar de tristeza dependendo do resultado. Esqueça! Esses animais que desenvolveram a habilidade de equilibrar-se tal qual bipedes em seus dois pés mas agem como se fossem completamente irracionais, mataram a emoção do futebol.
Dirigentes que usam os times como se fossem seus, para benefício de seus interesses também deixaram o futebol brasileiro muito semelhante a uma terra arrasada, que não tem mais fertilidade e onde dificilmente germinará algo bom, produtivo. Temos arenas modernas que são usadas como se fossem verdadeiras possílgas, temos uma infra estrutura que beira a indigência e afasta dos jogos pessoas já temerosas por sua segurança e que vencido este primeiro obstáculo se recusam a gastar pequenas fortunas para comer uma comida ruim e beber refrigerante sem gelo e cerveja quente.
Empresários inescrupulosos fizeram nosso celeiro de craques virarem nada mais que um entreposto de exportação de pé de obra barata, craques vendidos por uma fração do que poderiam realmente valer para ainda assim encher o bolso desses empresários e os donos de clubes. Jogadores que nunca jogaram ou jogarão para a torcida brasileira e que farão suas vidas na Europa, Japão ou qualquer outra praça que aceite pagar o que estes empresários tolos e sem discernimento pedem. Nosso futebol é uma vergonha e como tal eu a ele viro as costas.
Sim, mantenho minha paixão pelo Santos FC porque este é o time que aprendi a amar vendo jogadores como Nilton Batata, Marola, Juari, João Paulo, Dema, e tantos outros, passando por Giovani, nosso Messias, e chegando em Diego, Robinho e infelizmente, Neymar. Não cito Pelé, pois o considero uma vergonha como cidadão e se alguém consegue idolatrar alguém tão banal como ser humano, que o idolatre, para mim, ele vai direto pra a lata de lixo da história. Neymar, sou grato pelo que fez e mais grato ainda por ter dado o fora o quanto antes, outro exemplo do que não se deve ser.
Neste cenário onde aguardo ansiosamente Setembro chegar para ver o inicio da NFL e seus jogos organizados, com estádios que parecem mais parque de diversões, shows, organização impecável e tudo o mais, algo vindo deste futebol infeliz que somos obrigados a suportar me alegrou. O acesso da Portuguesa, a Lusinha que junto como o Juventos da Moóca são os times mais simpáticos do Brasil, esta de volta a série A1 do campeonato paulista.
Com um time guerreiro, porém limitado, lutou de forma brilhante e ontem garantiu seu lugar na elite do Paulistão. Lugar que sempre foi seu e que foi perdido exatamente por ingerências cometidas por administrações passadas que destruiram o legado vencedor da Portugues de Desportos relegando-a a uma posição de inferioridade que jamais foi sua. O time passou 7 anos pastando em divisões de acesso ao Paulistão e ainda hoje se encontra na Série D (a mais baixa) do campeonato brasileiro. Um time que nos deu Dener, um jogador que se não tivesse morido jovem teria sido gigante, que teve Badeco, Capitão, Rodrigo Fabri e tantos outros além de ter o Canindé, um estádio que pode não ser lindo e moderno mas tem um charme inegável, no coração de SP, não pode se contentar com tão pouco.
Fico feliz com seu retorno, Lusinha, e torço para que seja apenas o primeiro de todos os acessos que esta grande instituição precisa conseguir para voltar a ser o que sempre, foi e novamente ocupar o seu lugar de direito no imaginário dos torcedores e amantes do real futebol, aquele que é disputado por jogadores que sim, precisam ganhar a vida de forma profissional mas suam e dão o sangue pela camisa que vestem com real prazer.
Hoje, eu ja me sinto totalmente adaptado as regras do Futebol Americano, aos jogadores, regras de Draft, off seasson, temporada regular, playoffs e tudo o mais que diz respeito a este esporte fascinante tanto pela sua concepção e regras como pela emoção que traz a quem o assiste com real interesse. Talves um dia o cenário de nosso esporte mude, e o amor pelo esporte Bretão volte a pulsar em meu peito mas por hoje, a alegria de ver a Lusinha grande novamente já me faz feliz, muito feliz. Que este acesso venha para marcar o ínicio de uma nova era cheia de glórias e alegrias para a pequena porém fiel torcida da Lusa e que a Leões da Fabulosa, sua organizada, deixe a violência de lado e ocupe as arqubancadas apenas para incentivar seu time e ajudá-lo em suas conquistas.
É isso.
Ouvindo: Sixpence None The Richer

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