O Que Eu e a Banda Three Crosses Temos Em Comum (Um Post Bem Metido A Besta, Assim Como Eu)
Ninguém mais liga para blogs. Nunca ligaram para o meu, isso é verdade, mas teve uma época que uns desocupados acabavam lendo. Isso para mim é muito bom, pois houve um tempo em que eu escrevia e sempre vinha um bobalhção qualquer (ou bobalhona) pedir para que eu refletisse sobre o que tinha acabado de postar, se valia a pena manter e tals. O que vale a pena, na verdade é dinheiro no bolso, o restante apenas presta ou não. Meus escritos, não prestam.
Hoje tenho liberdade para fazer comparações estapafúrdias como farei agora, entre uma banda de Rock Cristão (ja extinta), e eu. Falo do Three Crosses, uma banda de Nova York, que existiu entre 1994 e 1999 aproximadamente e a qual eu guardo até hoje uma credencial de um show que fizeram no Canadá, dando "All Access" a todo backstage, palco, enfim, onde eu quisesse ir dentro dos limites do local do show. Detalhe bizarro: Nunca estive no Canadá. Detalhe ainda mais bizarro: Nunca fui a um show ao vivo do Three Crosses, seja no Canadá, em Timbuctu, China, Angola ou no Brasil. Além do Canadá e USA, acho também que eles nunca tocaram de qualquer forma. Como tenho a credencial? Nem eu me lembro ao certo, mas a usei para entrar no Show que o Petra, uma outra banda cristã e ruim de doer, fez no Brasil. Os caras eram tão desorganizados que com uma credencial do Three Crosses para um show no Canadá, entrei em um show do Petra no Brasil. De qualquer maneira, isso fala muito sobre mim.
Three Crosses foi uma banda muito melhor que o Petra foi. Muito melhor que o Newsboys ainda é e a anos Luz do que o Jars Of Clay ainda tenta ser de forma patética, (embora eu respeite o Jars). Acho que em grande parte porque o som do Three sempre foi absolutamente despretensioso, eles realmente pareciam aquelas bandas de louvor em forma de rock, que queriam evangelizar, sem a pretensão de grandes "Word Tours" ou ter o mesmo álbum recebendo "Platina" 6x. Os caras faziam um som bom e só. O compromisso deles sempre foi com a música, não com o mercado. Que banda nomeia um de seus discos com o título de "Skinny Flowers"? Os caras era contratados da Benson, a gravadora mais "cool" que já existiu na CCM. Todo artista de verdade queria ser da Benson. Quem queria ganhar uma grana as custas dos crentes ia pra Word e quem queria posar de alternativo bacaninha ia para a Sparrow. Legal mesmo, era ser Benson.
Foram 5 álbuns em 5 anos, incluiundo um "Live" e um "The Best Of". Os três de stúdio são um primor, o Live, mostra que os caras sabiam tocar e cantar, não sendo uma modinha de Rock crente como foram tantas e tantas bandas como Delirious?, White Heart (que teve até Steve Green no vocais. Como uma banda que tem Steve Green nos vocais pode ser rockeira?) Audio Adrenaline ganhou até Grammy, não tinha nada nem de áudio e muito menos de adrenaline. Um som plastificado, chato pra caramba. Mal comparando, Three Crosses foi o Keith Green do Rock Cristão. Se não, vejamos:
Mas fato é que Three Crosses nunca foi uma banda "diretora", uma banda "top" (palavra mais rídicula essa), uma banda de multidões. E ai eu entro.
Por que não é que eu seja um corretor mais ou menos. Eu sou um puta corretor de imóveis. Mais que isso, fui um coordenador de plantão como poucos. Não existiu um plantão que eu não tenha perfomado como coordenador, que eu não tenha trazido lucros absurdos para a imobiliária e construtora que eu representava ali como coordenador. Eu não era um simples coordenador, sempre fui um "showrunner", essa é a verdade, Ok, o meu comportamento de "diva" nunca ajudou muito a ser popular entre as pessoas e então, nunca fui um diretor. Hoje vejo pessoas que começaram comigo como corretor, farmaceuticos, inclusive, (obvia piada para mim mesmo), que viraram diretores de empresas de vendas, que arrotam competência e não sabem fazer uma conta na HP direito até hoje.
Hoje tenho minha imobiliária e ainda bem, porque a frustração de não ser um fodão do mercado já estava me chateando mais do que eu gostaria de admitir. Mas sei que se tivesse tido uma chance de dirigir, de tomar decisões que impactassem de verdade os destinos de um produto, a vida de muitos lançamentos teria sido mais simples. Quantas e quantas vezes fui chamado para apagar incêncidos de produtos que não vendiam, empacados porque os "sabe tudo", os caras com os melhores equipamentos, os amplificadores valvulados, as guitarras Gibson tinham "tirado" um som de bosta com o que tinham na mão? Depois de colocar o plantão no prumo, o próximo lancamento ia para quem? Para um puxa saco qualquer.
Sou o Three Crosses da corretagem e a comparação faz sentido porque enquanto tantos e tantos nomes são aclamados no mercado como "gigantes", "monstros" eu e meu equipamento simples fizemos shows memoráveis, nada menos que memoráveis.
A vida é assim.
É isso.
Ouvindo: Trhee Crosses
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