Eu Quero Ir Embora Daqui ( A Frase Que Juma Mais Diz Em Pantanal)

 

Juma, uma das personagens mais chatas que a teledramaturgia já trouxe a luz, continua segundo Graziela, minha mulher até Outubro no ar chateando as pessoas com seu mantra insuportável "Quero ir embora daqui" e algumas variações sobre o tema. Juma é chata e para alguém que foi criada na extrema pobreza por país que eram pouco mais que dois retardados ávidos por sexo e culpa (nessa ordem), se comporta como qualquer menina mimada da zona sul de São Paulo ou Rio de Janeiro.

Alguém fez uma pergunta que a deixa desconfortável? Ela quer ir embora e fica com raiva. Outro alguém se comporta de determinada maneira que a desagrade? Ela fica com raiva e quer ir embora. Juma tem também, uma clara dificuldade de  vocalizar o que se passa em sua conturbada cabeça de menina onça que tem por companhia um velho que parece o Mestre Dos Magos, com pés horripilantes e que eventualmente pode virar uma  sucuri. Suas motivações, a do velho, nunca são exatamente explicadas, ele parece um bebum que desgostoso com a vida entre os seres humanos, foi viver com os bichos e bicho se tornou.

Juma tem uma "tapera", o que quer que esse nome signifique em termos de habitação, que não tem conforto algum, vive rodeada de bichos escrotos, alias, "Bichos Escrotos", dos Titãs, deveria ser a trilha sonora a ser tocada cada vez que aquela casa fétida aparece em cena.  Uma casa sem a menor condição de habitação e nem adianta tentar romantizar e dizer que ali ela é feliz. Ninguém é feliz naquele chiqueiro.

Além de querer ir embora sabe-se lá para onde a qualquer custo o tempo todo, Juma agora começou a agir como uma pessoa de caráter absolutamente duvidoso. Flerta o tempo todo com o irmão de seu amado Jove, o tal Zé Luca. Ambos agem de uma forma completamente animal e descarada, e com tanta mulher no mundo, Zé Luca insiste em querer trair logo a seu irmão com a mulher que este diz ser apaixonado. Juma por seu turno, além de querer ir embora  o tempo todo, parece querer ir acompanhada do caminhoneiro de araque, que se faz de desentendido mas parece bem de olho na fortuna do pai, o insensato José Leôncio.

Enquanto o segredo de Filó esta por um fio já que a destrambelhada insiste em falar sozinha pelos cantos da casa e Irma, sempre a espreita hora dessas vai acabar ouvindo e ai quem vai ter que picar a mula e ir embora é Filó, Juma se sente pressionada a dar um neto para José Leôncio. E Juma sente-se assim com toda razão, uma vez que José de fato a pressiona. Em um dos diálogos mais bizarros que já vi na teledramaturgia mundial, José chega a perguntar a Jove, seu filho, como é que ele e Juma se resolvem na cama. Sim, isso mesmo. José é um sem noção que constrange de forma absurda seu filho que tem um pezinho (talvez mais), fincado na obvia atração e fascínio que os peões exercem sobre ele e não satisfeito vai perguntar a mesma coisa para Juma. Nessa situação, até eu ia querer ir embora.

Tibério, que esta recuperado da facada que o finado Levi lhe deu, (sim, Levi morreu com um tiro e posterior queda sangrando em um rio lotado de piranhas em uma cena estranhamente bela, parece se acertar aos poucos com Muda, personagem completamente xarope e sem sentido que parece servir apenas como objeto de desejos da "peonada" já que seus planos de vingança fracassaram de forma  patética. Vendo tudo isso, Juma quer o que? Ir embora.

Tenório, que jogava sua filha no colo de Tadeu, embora ela não precise de muito para ficar no colo de quem quer que seja do sexo masculino, agora mostra a distinta audiência que tem 3 filhos com uma até aqui desconhecida mulher que mantém em São Paulo, se não me falha a memória. Tenório, que poderia se chamar Libório, mal sabe que sua mulher dorme (eu disse dorme?) de forma compulsiva com um tal de "Arcides". Desculpe, mas se uma mulher quer transar comigo e me chama de Darvir, por exemplo, eu a aconselharia a aprender a no mínimo pronunciar meu nome de forma correta e depois me procurar novamente pra ver se rola. Bruaca é uma tonta que faz questão de se manter tonta e é vista de forma errônea pelas mulheres como uma Marilia Mendonça do Pantanal, que através de comportamentos errados e altamente questionáveis vai lavar a alma das mulheres traídas Brasil a fora assim como Marilia com suas músicas confusas e cheias de desprezo e revolta contra a figura masculina também não resolvia a "causa" das mulheres, antes tornando-a sem efeito. Diante disso, Juma estupefata  quer o que? Ir embora.

Trindade, o preposto do Cramulhão na novela continua sua cruzada sem saber se é uma boa ou uma má pessoa. Personagem absolutamente dicotômico o que poderia lhe proporcionar um campo de atuação fabuloso, mas com o texto ruim que tem em mãos que enfatiza apenas a relação comercial Diabo/ humano, não passa de um mascate das facilidades de vender a alma ao Capiroto, que vive de pregar peças nele mesmo e nos demais personagens desta confusa trama. Juma, ao ver Trindade ser pouco mais que um "ganso" do capeta, só pensa em ir embora para qualquer lugar.

Pantanal me diverte e como todo humor involuntário jamais seria tão engraçada se a intenção do escritor fosse a tornar de fato engraçada. Me divirto demais assistindo e quando Juma fala que quer ir embora, tudo fica ainda melhor. De qualquer forma, quando Juma se for, poderei dizer, Tchau, Juma, já vai tarde!

É isso.

Ouvindo: Gwen Stefani

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