Carne, Ouro, Ossos, Pessoas.

 

Pouco me importa se existe no mundo um corte de carne que seja banhado a ouro. Me importa menos ainda e nada me espanta, que exista gente disposta a pagar para comer tal coisa que a meu ver é uma tremenda bizarrice. Não deixa de ser curioso no entanto no país que no momento recebe a Copa do Mundo de Futebol e que qualquer pessoa minimamente pensante repudia por tudo o que se sabe de forma comprovada sobre ele, uma turma de Brasileiros resolva se comportar não como pessoas normais, embora privilegiadas, mas como uma casta no pior sentido da palavra.

Uma casta que esquece que os miseráveis que habitam o país que supostamente eles deveriam representar estão buscando ossos descartados  por açougues e mercados para fazerem uma sopa que não é alimento e sim um ultraje a dignidade de quem dela se serve por pura falta de opção. Com Ronaldo, o dito "fenômeno" a lhes comandar ainda que não jogue mais, foi esta casta em comitiva livre, leve e solta a um estabelecimento comercial degustar o malfadado corte que é cobrado literalmente a peso de ouro.

Ao que parece, tal refeição não sai por menos de 9.000 dinheiros brasileiros e inda que para a grande maioria que se aboletou a mesa para degustar a iguaria esse valor seja praticamente igual a nada, para o povo sofrido que esses afortunados dizem representar, para a grande maioria deste povo este valor não passará por suas mãos ao longo de um ano todo, que dirá para ser gasto em apenas uma refeição.

Me espanta que em uma competição que exige máxima concentração e dedicação uma parte dos atletas ao invés de dedicar seu tempo livre com atividades relacionadas ao relaxamento focado na conquista do título, aceite se dar ao desfrute de uma atividade que ao contrário mostra o quanto são desmiolados e cabeças de vento. Aceitarem a liderança de Ronaldo, que não sabe-se exatamente porque esta ali, mas claro e evidente que existem interesses escusos pois a muito tempo futebol deixou de ser esporte e virou negócio para o  Sr Ronaldo Nazário, é outra prova que não existe seriedade por parte desta casta de jogadores que se sentem muito maiores do que realmente são.

Pessoas no Brasil comem ossos, passam fome, reviram lixo, sofrem por ver seus filhos sem ter o que comer e enquanto isso, no Catar, um país que jamais deveria sediar uma Copa por todo obscurantismo que o cerca, uma casta, uma elite que se comporta como se morasse em Netuno, come carne banhada a ouro afrontando e ridicularizando aqueles que comem ossos na falta absoluta do que comer.

Se o Brasil vai ser campeão? Pouco me importa, pois o esporte, dominado por seres infelizes donos de um ego que só não é maior que seu egoísmo, se tornou um esporte que não merece de forma alguma minha atenção. Triste, porém verdadeiro.

É isso.

Ouvindo: Foo Fighters


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