A Política Dos Ímpios E A Esperança Dos Justos

Lula não consegue controlar Lulinha, não consegue controlar Janja, não consegue controlar seus aliados políticos. Na verdade, Lula não consegue controlar ninguém. Vive de seu capital político acumulado, que está se esvaindo a olhos vistos. Da forma que vai, não vai alcançar a reeleição, deixando o país para a extrema-direita, uma vez que a direita moderada não consegue se articular em torno de um nome que seja viável e vai apostar suas fichas em Flávio Bolsonaro ou outro maluco da mesma estirpe.
O Brasil caminha a passos largos para o descalabro, pois, se uma mágica acontecer e Lula se reeleger, ele será o descalabro da esquerda. Se for Flávio, ou pior, sua madrasta Michelle, será o terror da direita conservadora. Esse pessoal da direita, que se diz cristã, mas de quem se desconfia seriamente que sejam ateus — uma vez que falam as piores barbaridades que certamente deixam Jesus, lá no céu, de cabelo em pé pelos absurdos proferidos em seu nome — tem um projeto muito claro de perpetuação de poder, assim como a esquerda esquizoide de Lula também o tem.
Nenhum dos atores políticos estabelecidos hoje em dia pensa no país por um momento sequer. A única coisa que os interessa é retomar o poder, no caso de Flávio, ou se perpetuar nele, no caso de Lula. Nem um nem outro conseguem sequer esboçar ideias claras e propositivas para o nosso cambaleante país, curvado sob o peso dos juros altos que inviabilizam a produção e tisnado pela guerra contra o Irã.
O Brasil precisa de quadros moderados dispostos a mudar a forma de se fazer política por estas bandas. Precisa de homens sérios e comprometidos que, sim, existem, mas não querem se meter na bagunça em que vivemos e correr o risco de incinerar suas biografias e, pior, incinerar seu próprio caráter. Hoje, a parcela honesta e trabalhadora da população vive à mercê dos maus, vê o triunfo dos ímpios sobre os bons, vê a chuva caindo aparentemente apenas no campo daqueles que têm ligações para lá de suspeitas com os poderosos de Brasília; mas não se enganem: a justiça, em algum momento, será feita e vai honrar os que, mesmo contra todas as probabilidades, se mantiveram honestos e íntegros, sem vender suas convicções por tostões.
Não há mal que dure para sempre e, em algum momento, o bem triunfará. E quando este dia chegar, o Brasil vivenciará, de forma real e prática, todo o potencial que temos como país e como povo. Lula, o clã Bolsonaro, todos esses passarão e o Brasil continuará; uma nova geração de gente fina, elegante e sincera vem aí para mudar o que já parece estabelecido. Pode demorar, mas vai acontecer. 
É isso.
Ouvindo: Regina Mota e João Alexandre.


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