De Jesus a Satanás: O Roteiro do Absurdo De Como o Clã Bolsonaro Conseguiu Ferrar Até com Jim Caviezel

 

Quanto a Jim Caviezel, este de fato merece um Oscar. Após interpretar Jesus, resolveu provar que é mestre na arte da atuação e aceitou interpretar Satanás! Bravo! Palmas para o Jim, ele merece. Ou é talento, ou é pura necessidade financeira; apenas essas duas alternativas justificariam aceitar o papel de Jair Bolsonaro em uma produção que conta com a mão de quem, ao que parece, nasceu para comprar cigarros para o Diabo: Mario Frias.

Quanto a “Flavinho” — assim mesmo, no diminutivo, pois ele mostrou o quão pequeno e sem valor é —, sua mediocridade ficou exposta ao cobrar aportes financeiros de Vorcaro para esse projeto cinematográfico com estreia prevista para setembro. Trata-se, diga-se de passagem, do filme mais caro já produzido no Brasil. Se a obra-prima de Walter Salles, Ainda Estou Aqui,  vencedora de prêmios internacionais, custou cerca de 45 milhões de reais, a produção do clã Bolsonaro atinge a cifra inacreditável de 134 milhões! Deus me defenda!

O mais irônico é que Flávio inicia a conversa dizendo: "Irmão, sei que está passando por um momento difícil...". Jura, Flávio? Momento difícil? No dia seguinte a esse diálogo, Vorcaro tentou fugir do país e acabou preso. É esse o financiador do filme do "paladino da justiça e da moralidade"? Não pode ser sério. Os ditos "justos e bons" misturam-se à escória da corrupção financeira para exaltar quem defende os bons costumes?

Sempre desconfiei de quem brada demais pela moral e pelos valores tradicionais. Ninguém é perfeito o tempo todo, exceto Jesus Cristo — e talvez seja por isso que escalaram o "Jim Jesus" para o papel do "Bolso-louco". É humano não ser justo e bom o tempo todo, mas é inadmissível pregar a retidão enquanto se financia com um dos corruptores mais notórios da República.

Desde quando a moralidade dispensa a coerência? Não se pode ser defensor da moral sendo incoerente. Não dá para gritar contra os supostos defeitos da esquerda e cometer os mesmos erros que se critica. O nome disso é hipocrisia, pura e simples. Os fatos falam por si, e quanto a mim, só resta dizer uma coisa:

Flavinho, entre nós não existe "meia conversa". Você é tão bandido quanto aqueles que tenta denunciar. Esqueça seu projeto de presidência; você jamais chegará lá. E se, por algum infortúnio, chegar, será tão pequeno quanto foi o seu pai.

É isso.

Ouvindo: Run DMC

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