Hollywood de Privada: O Filme dos 134 Milhões


O filme mais caro que o Brasil jamais produziu — custando a bagatela de R$ 134.000.000,00, algo em torno de US$ 26.430.000,00 — não é uma comédia (a menos que seja involuntária), não é um filme de ação e muito menos um drama. Também está longe de ser uma comédia romântica daquelas deliciosas, que a gente assiste comendo pipoca do lado da esposa. Talvez a obra devesse fazer menção a uma groupie de deputados, o que certamente seria a parte mais interessante e divertida da patacoada cinematográfica protagonizada pelo clã Bolsonaro.

Sim, o clã mais nocivo que a moderna República brasileira já teve produziu, a um custo mirabolante e sem sentido algum, um filme para tecer loas ao patriarca da trupe (na verdade, eles são muito mais uma trupe do que um clã). Grande parte deste orçamento "mágico" foi bancado por ninguém menos que o dono do Banco Master — ele mesmo, Vorcarinho, pão e vinho (e muita grana).

Flavinho, o "01", atualmente o mais enrolado do Brasil, insiste na catilinária idiota de que se trata de um filme privado, feito com recursos privados, e que por esse motivo poderia ter pedido dinheiro na privada do Master. O problema é que o dinheiro que sai de lá vem envolto em tudo o que uma privada costuma conter: excrementos.

Já Eduardo, o "Bananinha" — que não era produtor executivo do filme e depois passou a ser, sem nunca ter sido de verdade —, diz ter emprestado 50 mil dinheiros americanos apenas para garantir que o roteiro fosse escrito, a equipe de produção constituída e o longa pudesse ser rodado. Em um orçamento de 26 milhões de dólares, o tiro inicial foi de apenas 50 mil Trumps? Eduardinho é imbecil e pensa que o povo brasileiro também é.

Um filme sem pé nem cabeça, que jamais iria se pagar com este orçamento mentiroso, só podia ter a mão do ex-Malhação Mário Frias. Frias, que é um ator medíocre e um deputado ainda pior (se é que é possível ser algo pior do que ele foi como ator), consta como o verdadeiro e único produtor executivo da obra, e estufa o peito para dizer isso com toda a felicidade do mundo.

Shonda Rhimes, a guru por trás de vários e vários sucessos da Netflix e de outras plataformas, tem um contrato com o streaming avaliado entre 50 e 60 milhões de dólares a cada ano. Ou seja, a cada 365 dias, ela ganha no mínimo o dobro do que a produção desse filme abobado custou, segundo os próprios realizadores. Chupa, Frias! Você como Executive Producer é uma vergonha — "a vergonha da profissão", como diria aquele famoso cozinheiro francês.

Fazer o povo de tolo com explicações sem pé nem cabeça faz parte do dia a dia dos políticos. No entanto, quando esses mesmos políticos se arvoram em paladinos da justiça, a farsa não pode passar batida dessa maneira. O filme é uma cortina de fumaça — e reconheço, uma cortina brilhante — para custear a vida boa dos irmãos "Bobonaros", assim mesmo, com "B" de bobos. Eles só pediram financiamento para o ladrão errado.

Azar o deles.

É isso.

Ouvindo: 4HIM

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