Entre o Lady Night e o drama: como a Globo diminui o talento de Tatá Werneck
Antes de falar de Tatá Werneck, que é o objeto do post de hoje, preciso falar sobre Walcyr Carrasco. Walcyr é autor de novelas e de livros infanto-juvenis como Vida de Droga (o título já é uma piada pronta), aclamado por sucessos de próprio punho e por suas adaptações. Seu melhor texto novelístico, não por acaso, é uma adaptação de William Shakespeare ( A Megera Domada ), que virou em suas mãos O Cravo e a Rosa , grande sucesso na faixa das 18h. Quando se propõe a escrever textos próprios cheios de "referências" de obras aleatórias, na maioria das vezes entrega coisas chochas e sem graça — pura água de salsicha. Acontece que ele está no ar no horário nobre das 21h da Globo com a novela Quem Ama Cuida . Começou até bem, mas no momento é uma chatice colossal. Quem se salva? Tatá Werneck. Tatá defende uma personagem que, a princípio, parece não ter sido escrita pensando nela, mas que por vias tortas caiu em seu colo. Poderia ser a consagração de Tatá como uma das maiores atri...