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Doutores, Operários e a Arte De Perder

Em 1982, eu tinha 10 anos e meu cotidiano era ler e jogar futebol. Fui abençoado pela possibilidade de ver a Seleção Brasileira: um timaço absurdo, considerado por muitos a melhor que já existiu (excetuando a de 70, que por não ter visto, não escalo em meus rankings). É fato que Valdir Peres não inspirava a confiança de um Dino Zoff — o titular da Itália que eu temia muito mais que Paolo Rossi. Rossi era o carrasco, mas Zoff era a muralha. Do nosso lado, todos amavam Zico, mas meu favorito era Sócrates. Achava o máximo um médico que jogava bola; ele era elegante na passada, parecia flanar pelo campo em um trotar discreto que o tornava invisível aos adversários. Quando menos se esperava, ele estava lá, finalizando com o punho no ar em uma comemoração contida, porém bela. O time ainda tinha Éder, dono de um chute tão potente que Rinat Dasayev — goleiro da União Soviética e seu uniforme icônico com o "CCCP" no peito — deve estar procurando a bola até hoje. Perdemos para a Itáli...

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