EUA: A Potência Erguida por Imigrantes que Hoje Fecha Suas Portas
Omar Artan, árbitro de futebol da Somália, foi impedido de entrar nos Estados Unidos para apitar os jogos da Copa do Mundo que se inicia esta semana. Se, por um lado, é lamentável que sob a patética justificativa oficial de “falha na verificação de antecedentes” Artan tenha sido privado de representar seu país — que, diga-se de passagem, nunca esteve em um Mundial para jogá-lo —, por outro, ele deveria sentir-se aliviado. Aliviado por não partilhar o mesmo espaço que o governo misógino, racista e fascista que hoje comanda os EUA. Em que momento o país que foi construído com o suor de imigrantes de tantas nacionalidades diferentes tornou-se esse lugar repulsivo, que olha apenas para o próprio umbigo e quer distância dos povos que ajudaram a forjar sua identidade? Ora, não se pode negar que, sem os imigrantes — incluindo aí, historicamente, a brutal contribuição dos africanos —, os americanos jamais seriam a potência que são hoje. Uma Copa do Mundo vai, ou deveria ir, muito além de um me...