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Janelas de Vidro, Planetas de Algodão-Doce

  Olhando o movimento frenético dos carros na avenida em frente ao meu trabalho — que passam rápidos e, posso supor, apressados —, eu me pergunto para onde vão. Podem eles irem parar em lugares mais distantes do que aqueles que acesso com os pensamentos dentro da minha mente? O lugar físico para onde os carros estão levando essas pessoas (que dirigem rápido e não sei se tão atentas quanto deveriam) seria mais interessante do que onde eu estou agora? Sou um mero observador dos deslocamentos de estranhos, sentado, olhando-os pela vidraça. Mas estou com a cabeça a mil, pensando no planeta que o telescópio James Webb observou e que tem, segundo os cientistas, semelhanças com algodão-doce — algo que eu clamava para comer na infância. Se eu fosse astronauta e chegasse nesse planeta, morreria de diabetes de tanto comê-lo? Se eu viajasse para o espaço, gostaria de ir ouvindo uma banda chamada Love, Coma, que tem um álbum chamado Astronaut . Não seria a trilha sonora perfeita para o espaço ...

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