Pular para o conteúdo principal

Postagens

Destaques

A Finitude, o Mar de Cristal e o Silêncio

Eu sempre digo às pessoas quando elas se despedem de mim: "vai com Deus" . Por mais que isso possa ser uma convenção social comum às pessoas da minha geração — que cresceram sendo ensinadas que Deus existe e nos protege —, eu sinto de fato uma sinceridade em meu desejo de que Deus acompanhe a pessoa que de mim se despede. E eu de fato queria poder restaurar a crença total e irrestrita neste Deus que me ensinaram que existe — ou mesmo em qualquer outro deus que fosse —, mas não consigo. Aos 53 anos, me sinto dividido entre o desejo de crer e a racionalidade de duvidar da existência de qualquer espécie de divindade. Um dos principais motivos talvez seja exatamente o fato de eu ter sido ensinado que Deus é um só, o Judaico-Cristão, e que todos os outros são representações mentirosas e irreais, baseadas ou no desejo de afrontar o Deus de Isaque, Abraão e Jacó, ou de rivalizar com Ele pela atenção da humanidade. Seja como for, não deveriam existir vários deuses e liberdade de cred...

Últimas postagens

Trinta Por Cento de Mim: O Abismo Entre o Pensamento e a Caneta

O Preço de Não Ouvir Gail: Uma Leitura de Carlito’s Way

Entre o Lady Night e o drama: como a Globo diminui o talento de Tatá Werneck

O Requiem das Inocentes

Linearidades Impossíveis

¿Por Qué No Te Callas? O Declínio da Etiqueta Política

O Universo Fica Melhor Sem Nós

Se Beethoven Ouvisse o Rei do Baião

Janelas de Vidro, Planetas de Algodão-Doce

A Alma e o Mar