Não estão de forma alguma essas séries em ordem de preferência, exceto Friends que sempre será minha série favorita. Amo séries e não falar sobre algumas que eu gosto demais é uma falha que vou corrigir agora.
1. Friends. Dizem que Friends envelheceu mal. Eu discordo. Ok, havia sim gordofobia aos montes e também uma homofobia mal mal disfarçada mas e dai? Friends tinha Ross e Rachel e quando uma série tem um casal assim, nada mais importa. O amor dos 2 era tão bonito de se ver e era evidente para todos mesmo quando envolvidos com outras pessoas. Se os roteiristas não tivessem escrito um final onde os 2 ficassem juntos, certamente correriam risco de vida por conta de fãs mais extremados. Não há episódios ruins em Friends, apenas alguns mais espetaculares que outros vame todas as atuações são bacanas de se ver, sem ninguém do elenco destoar.
Personagem com o qual me identifico: Seria fácil dizer Ross, mas eu seria o Gunther. Ali, amando Rachel em secreto por 10 anos, fazendo todas as suas vontades, deixando em segredo, por presar que ela fosse feliz ainda que não fosse comigo (com ele). Eu torcia, confesso, pelas aparições de Gunther e sempre havia uma breve melancolia quando isso acontecia.
2.House MD. Pouco me importa se as doenças raras e esquisitas e os tratamentos ainda mais loucos e fora de esquadro para essas doenças fossem tão extraordinários que sempre acabavam flertando com o improvável. Tão pouco era a forma desabrida e mal educada de House que me prendia a tela, pois ser grosso é bem mais fácil do que parece. O que sempre amei em House foram seus dilemas morais. A serie sempre levou o caráter e a moral de cada personagem ao limite e quando eles falhavam, não procurava defesas para o erro, antes os expunha sem dó. Claro, House sempre foi defendido mais do que o bom senso recomenda por Cuddy e sua turma, mas ele era o House e só quem assistiu a série entende o que quero dizer. Por falar em Cuddy, Lisa Edelstein é sem dúvida a médica mais gata que qualquer série já levou ao ar em todos os tempos. Seus sapatos sempre elegantes e suas saias sempre tão reveladoras ainda que nunca curtas, fariam qualquer erro médico ser perdoado.
Personagem com o qual me identifico: Wilson, o oncologista e melhor amigo de House. Wilson é o amigo que eu sou. Podia até se irritar com as bobagens que o House todos os dias cometia uma atrás da outra, mas como amigo, sabia que seu dever era estar ali, ao seu lado, para ele, sempre que fosse preciso. E ele estava. E assim eu sou.
3. Arquivo X. Arquivo X deveria se chamar O Show de Mulder e Scully. Nunca foi sobre os ET's. Sempre foi sobre eles. Sempre foi sobre afeto, cumplicidade, amor, amizade preocupação com o outro. Sempre foi sobre lealdade, sobre o quanto 2 pessoas podem aceitar uma a outra do jeito que cada uma é e ainda sim amar incondicionalmente. Sempre foi sobre construção de amizade, de relacionamento, sobre respeito. Os ET's? Meros coadjuvantes bobocas. Arquivo X tem ainda a música mais bela que uma franquia poderia ter, "Walk After You", do Foo Fighters. Digo franquia porque ela foi composta para o primeiro filme derivado da série e não para a série, mas pouco importa.
Personagem com quem me identifico: Skinner. O chefe que vive o dilema entre ajudar seus subordinados e manter seu emprego, sempre andando no fio da navalha entre essas questões e sempre dando um jeito de ser mais amigo que chefe.
4.Suits. Suits é uma espécie de "fogueira das vaidades". Quando vi pela primeira vez, achei extremamente arrogante e sem maiores atributos. Uma olhada mais atenta no entanto, mostra personagens que se por um lado são pouco mais que fanfarrões, por outro também tem um coração, por assim dizer. O ponto forte é o roteiro que é simplesmente eletrizante, em alguns episódios não nos deixa respirar. Roteiros como os de Suits são raros e a série merece ser assistida de ponta a ponta.
Personagem com o qual me identifico: Eu não sou ator mas ganharia todos as premiações relativas a melhor ator coadjuvante de séries por anos seguidos. Eu não me identifico com Louis Litt, eu SOU Louis Litt. Se fosse advogado e tivesse o cargo que ele ocupava no escritório. Toda a sua raiva contida que se mostrava em rompantes ultra violentos, toda a sua doçura que só quem ama Ballet como ele tem, e sobretudo toda a sua frustração por ser sempre o segundo em tudo o que ele vive por ser mais feio e menos sedutor que o seu principal rival, Harvey. Toda a sua lealdade e toda a suas vinganças das quais sempre se arrepende, pois como eu, ele pode bolar incríveis vinganças mas seu estomago se revira após executar cada uma delas. Ainda hoje revisito Suits, pois Louis Lii sou eu.
5. Nova York Contra o Crime Gosto e sempre gostei de NYPD BLUE (Nova York Contra o Crime) apenas e tão somente por conta de Andy Sipowicz. Atormentado, com um pé no alcoolismo porém brilhante, embora claramente pareça um fracassado, Andy me comovia em todos os episódios por ser como era. Alguém sempre colocado de lado, mal visto, secundário, mas sempre querendo ajudar e quase sempre sendo decisivo. A série em si é como dezenas de outras que focam na vida dos detetives de policia americanos, mas nenhuma delas, tem Sipowicz.
Personagem com quem me identifico: Andy Sipowicz. Alguém que não é percebido, mas é decisivo. Sempre toma broncas homéricas e nunca é elogiado porém sempre tem muito mais motivos para ser elogiado do que para tomar broncas.
Bônus: House Of Cards. House of Cards é o reino da imoralidade. Confesso que na quarta temporada parei de assistir por quase 6 meses pois não tive estomago para ver tanta imoralidade junta o tempo todo. A série não te da tempo para respirar e pensar se existem boas pessoas no mundo. Ele te mostra que todos tem agendas próprias e elas se sobrepõe ao coletivo e que sim, pessoas matam, mutilam mentem, destroem reputações e muito mais apenas para que seus objetivos sejam alcançados. Não existem dilemas morais em House of Cards pois todos são absolutamente imorais, todos são absolutamente maus e talvez a diferença seja a dosagem desse mal que cada personagem usa em algum momento. Ainda sim, é fascinante assistir House of Cards. Roteiro simplesmente irretocável, atuações primorosas, tudo em nome da imoralidade que desfila em cerca de 45m por episódio.
Personagem com quem me identifico: Deus me livre de me identificar com alguém naquele antro de imorais!
É isso.
Ouvindo: Walk After You com Foo Figthers
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