sábado, 7 de setembro de 2024

Luisa e o Hino

 

Existem 2 coisas que eu sempre desprezei de forma taxativa em minha vida. A primeira, é o Hino Nacional Brasileiro. Um arranjo desprezível, uma letra que que o cidadão médio não entende patavina e sempre cantado de forma uma pior que a outra, sempre sem emoção, sem verdade, apenas protocolar e pior, quase sempre com erros grotescos seja na letra, seja na interpretação e sobretudo na afinação.

A segunda coisa que desprezo profundamente é a obra  musical de Luisa Sonza. Nem vou dizer que a chamo de Sonsa, porque a piada é tão obvia quanto ruim. Mas até aqui a única coisa que sinto quando algo de Luisa vai tocar é um impulso imediato de desligar o emissor do som. Parta ser sincero, nunca consegui ouvir sequer uma música inteira interpretada por Luisa.

A noite de ontem marcou o primeiro jogo da NFL no Brasil. Para minha alegria, Fly, Eagles Fly, ou seja,  Eagles venceram Green Bay. Sendo Green Pay  um competidos direto dos meus Bears, a temporada já começou boa para nós. Porém não é de NFL que eu vou falar e sim de Luisa e o Hino.

O hino continua com a mesma letra, mas o arranjo simples e um tanto quanto melancólico, fez sumir a chatice da batida marcial original a substituindo por uma levada bonita, simples, sem aquela chatice característica que ronda este mal fadado hino que a muito já deveria ter sido substituído. 

Se por um lado foi o mesmo hino, por outro, o que teu vi foi uma Luisa completamente diferente. Com um visual que claramente lembrou sua origem Gaúcha,  e uma interpretação que me calou o riso (sim, o riso, pois  eu estava pronto para explodir em uma gargalhada) Luisa foi doce, foi firme e ainda que tenha trocado  "nosso peito" por nossos peito", isso ficou tão irrelevante mediante a sua interpretação que até agora me pergunto porque Luisa não busca ter este padrão de qualidade em sua carreira regular.

Ainda que falhas mínimas tenham acontecido no âmbito vocal, eu classifico sua apresentação como sensacional, pois teve um ingrediente que nunca vi em nenhuma outra apresentação de Luisa. Eu vi verdade. Ela não parecia Luisa Sonsa, antes, ela se parecia mais com uma menina do interior do RS que foi convidada para representar o Brasil antes uma audiência global cantando o hino de sua pátria. E ela, tomou para si essa tarefa de forma brilhante. Foi humilde, porém confiante, foi belo, foi belo. Obrigado, Luisa.

Enquanto isso, Anita fez o que sempre faz: Um papelão inominável em uma apresentação constrangedora televisionada para o mundo todo. Bem feito. Bem feito para a organização que escolheu um nome idiota dentre tantos bons que teriam para escolher e bem feito para ela, que prova a si mesma a NÃO artista que é sempre foi e sempre será. O que foram aqueles dançarinos desengonçados? Aquela calça vermelha mostrando o rabo? Constrangedor!

Ao menos, o jogo foi muito bom e é no fim da noite é isso que importa.

É isso.

Ouvindo: Ana Carolina

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