Johnny Cash Gospel Version

domingo, 8 de novembro de 2009
Eu sou louco pelo som desse cara! J. Cash é simplesmente a verdade musical para mim o balanço perfeito entre emoção e apuro tecnico. Ele sabia segurar a platéia, sabia com toda a sua emoção, com sua voz, seu modo de tocar seu instrumento, fazer com que o publico ficasse como que hipnotizado quando ele cantava.

E claro, ele tinha a June Carter que não seria corretor dizer que o completava, mas estava ai ao seu lado fazendo o som dela, junto com ele.

J. Cash começou nos corais de Gospel, tal como Elvis, Ray Charles, Jerry Lee Louis e outros, e sua vertente gospel sempre foi muito presente em sua obra.

É isso que quero mostrar hoje, o lado gospel dele, que sim era apenas uma faceta, mas mesmo assim é muito melhor que 99% das bobagens que se escuta hoje em nome de DEUS.








É isso.

Ouvindo: Certamente por muito tempo, J. Cash

Nada se salva em "Salve Geral"

sábado, 7 de novembro de 2009
Fui assistir " Salve Geral" com a maior das boas vontades. Quis realmente gostar do filme. Mas não dá. Da primeira a última cena o que se vê é apenas um emaranhado de cenas pateticamente filmadas, uma fotografia que beira o ridículo e interpretações (Andreia Beltrão inclusa) absolutamente constrangedoras.

Uma história interessante foi pessimamente desenvolvida e fez com que o roteiro resvalasse o tempo todo no primário, pueril. A direção (?) não tem rumo, deixa os atores flutuarem em cena o tempo todo de forma desconexa entre eles, como se cada um estivesse falando com a parede, não com o outro ator.

Nem tem muito o que falar desta verdadeira bomba do cinema nacional. Em "Salve Geral" a gente não torce nem para o s bandidos e nem pra policia. Torce apenas para o filme acabar logo e com ele o suplico que se iniciou.

É isso.

Ouvindo: The Beatles

Um dia tipico no Gramercy Park

domingo, 1 de novembro de 2009
Gramercy Park é Hot! É o plantão onde todos querem estar. As chances de venda são enormes, os clientes bons, o plantão confortável... Nem tudo é perfeito mas estar no plantão top é para poucos privilegiados.

Chego sempre um pouco antes do sorteio, mapeio os corretores que estarão comigo, levo o notebook com a bateria totalmente carregada, pois tomadas são uma quimera (como eu disse, nem tudo é perfeito) e dependendo de quem estará comigo sei que vou afundar me afundar nos fones de ouvido e entrar no mundo mágico de Miranda.

Claro, uma hora ou outra tenho que conversar, fazer a dita "social" contar "causos", que nós corretores sabemos ser verdadeiros por mais que parecem ser mentiras deslavadas, enfeitar a última venda, pavonear e ser pavoneado.

Reclamar também faz parte. Reclama-se do acesso restrito 9na verdade quase inexistem ao buffet) reclama-se do cliente bulula, reclama-se do calor, ou do frio, ou do tempo agradável.

Ai o corretor da vez atende e se ele não vender vamos dizer o que ele fez de errado (basicamente os mesmos erros que eu e os outros que analisaram cometem), mais música, dar risada no Youtube, Dormir, atender o cliente... Show time! Sem medo de ser pavão, no meu caso sempre Show Time. Deveriam gravar meus atendimentos e passar aos calças-brancas (corretores inexperientes) alias apenas esclarecendo, caso nunca tenha feito isso: O termo "calça branca" se refere ao corretor virgem de vendas, novato, que após vender terá a sua calça manchada com o sangue da defloração que simbolicamente representará a primeira venda. SIM, É CHULO, mas é assim que é.

Depois uma pausa pra dar uma volta, maus um atendimento, e hora de ir embora.

É isso.

Ouvindo: Beatles

Chega de Saudade

Leonardo Villar é um excelente ator. Um ator que não raro alcança o sublime em suas atuações.

Tonya Carrero, é simplesmente espetacular, se coloca com primor na pele de seus personagens.

Maria Flor, (a despeito de todo constrangimento que está passando com "Aline" que reduziu as tirinhas homonimas a uma tolice protagonizada por três atores perdidos e chatos), é de uma delicadeza ímpar.

Esses atores e ainda outros quase tão bons quanto, se reuniram em "Chega de Saudade" de Laís Bodanzky (Bicho de sete cabeças), um filme que celebra a melancolia sem ser arrastado ou deprê, ou mesmo chato.

Pessoas já na terceira idade se reúnem em um clube de dança em São Paulo para dançar, fugir da solidão, dar risada e sobre tudo escapar de uma vida que as esmaga de forma absolutamente opressora.

Triste, mas com uma ponta de otimismo realista, este filme celebra as músicas (tanto de época quanto mais recentes) e tem a curiosa porem marcante interpretação de Elza Soares como uma das crooners do salão.

Laís soube tirar o máximo de seus atores, explorar as emoções do público com enquadramentos precisos, uma fotografia muito bem realizada e uma sensibilidade única que faz com que atrizes como Betty Faria e Cassia Kiss, que são apenas ok, tenham interpretações memoráveis.

Sobre a história não a muito o que falar, além de que enquanto dançam, ou esperam a vez de dançar, esses personagens oscilam entre o patético, o trágico e a lucidez extrema em questão de segundos, talvez tomados por uma falsa euforia que o local induz.

é bem verdade que Paulo Vilhena, que não é ator, nem apresentador, nem nada além de Paulo Vilhena no que isso pode ter de pior para a arte e cultura Brasileira tenta em cada intervenção sua estragar o filme, mas não consegue.

Stepan Nercessian que há tempos deixou de ser ator para ser politico e bem feitor do retiro dos artistas tem uma interpretação curiosa, entre o desinteressado e o omisso e fica perambulando pelo set, mas ao menos deixa Maria Flor brilhar.

Jorge Loredo, o popular (e popularesco, no que isso tem de melhor), Zé Bonitinho, faz uma ponta muito bacana, e deixa antever que sim, poderia ser um ator dramático sem problema algum.

Não é um filme para os adoradores da Testosterona, muito menos para quem busca a pouca sutileza, mas vale apena ser assistido.

Descobri o filme por acaso, ontem a noite, no Cinemax, mas acho que dá para alugar em dvd.

É isso.

Ouvindo: Out Of Gray

Carta aberta a um gerente

domingo, 25 de outubro de 2009
Querido, sem firulas, vamos direto ao assunto:

Vivemos em uma sociedade capitalista certo? Com tudo o que isso tem de bom e de ruim estamos inseridos no sistema de forma irreversível.

Não temos mais idade para sairmos gritando "fuck the sistem", "viva a anarquia" e outras patacoadas similares, logo, o melhor que podemos fazer é tirar proveito e moldar nosso estilo de vida ao capital.

A derrocada do leste Europeu, cam a queda do muro de Berlim, o colapso da União Soviética e a exposição ao mundo daqueles Ladas deprimentes e dos Trabrants idem, os esfomeados Romenos, Chechenos, Poloneses e mesmo Alemães Orientais apenas reafirmou o capital como a melhor forma de gerir uma sociedade.

Talvez você seja um adorador de Fidel Castro e Che "assassino" Guevara, ok, direito seu, mas bad news for you: Cuba espera somente a mote eminente de El Comandant para também iniciar mudanças e se inserir no capital.

O capital tem evidentemente suas mazelas, suas falhas,mas o que é perfeito neste mundo? Anyways, vamos nos concentrar nas virtudes, ou melhor em uma virtude do capital: Premiação do mérito.

Tal como a seleção natural das espécies preconizada de forma brilhante em "A evolução das espécies" de Charles Darwin, biológo Inglês que entre outros feitos concebeu a teoria homonima ao livro, o capital premia com vida duradoura os que fazem por merecer.

O mérito, ou melhor as meritocracia é talvez o cerne da teoria do Capital uma de suas colunas mestras, ao preconizar entre outros pontos que aquele que faz por merecer, trabalhando com ética, eficiência e capacidade, deve se sobressair naturalmente aos demais e ter seus feitos reconhecidos. E premiados.

No capital, trabalha-se primeiramente para o bem individual, ou seja o individuo gera riqueza para si, porque sabe que gerando riqueza para si, toda a sociedade a sua volta é beneficiada.

Quando por exemplo eu vendo um imovél que outros não conseguiram, ou melhor quando eu vendo mais que todos em minha equipe, ajudo primeiramente a mim, mas com reflexos positivos para toda a organização em que estou inserido. Minhas vendas ajudam a pagar bons salários para os trabalhadores de apoio da empresa que são vitais no processo e me ajudam com o suporte legal, prático e mesmo moral para minhas vendas. Ajudam também você caro gerente, pois delas você retira uma parte de seus sustento, que ajudará por exemplo você manter seus filhos em boa escola, o que por sua vez ajuda os funcionários desta escolas oferecerem uma educação de qualidade para seus pimpolhos.

Percebe como o mérito quando reconhecido gira toda a roda da sociedade? Agora se o mérito, ao contrário é punido, isso traz insatisfação, tristeza, raiva e consequentemente e mais importante queda de vendas. A roda gira mais devagar, quando não para de girar de uma vez.

Então, querido, entenda de uma vez que escala não é casa de caridade, você não tem obrigação de ser tão politico e ficar de bem de toda a humanidade e faça uma escala decente para que eu trabalhe feliz e continue ganhando dinheiro e consequentemente você também! Esqueça todo este preâmbulo ironico e desnecessário e pare de FODER minha escala!

É isso.

Ouvindo: Felipe Valente

O meu redentor vive

sábado, 24 de outubro de 2009
Posso ter dúvidas sobre ser ou não Adventista do Sétimo Dia. Posso ter dúvidas sobre muitas outras coisas, mas uma certeza eu tenho: O meu redentor vive!

Deus, o Deus eterno, o Deus de misericordia, que por algum motivo insondável não permite que eu chafurde na própria lama produzida por uma conduta moral questionável, por erros infantis, por gostar mais de mim mesmo que do meu próximo, esse Deus é também o meu redentor se eu assim o desejar.

Não existe papel que ele anela desempenhar com maior afinco na minha vida do que o de redentor, do ser que vai curar minha alma cheia de pecados, que vai despoluir minha mente poluída pelo mal que eu mesmo busco.

Ele é meu redentor, desde sempre, desde fundação do Universo e antes dela também. Tem um plano para a minha vida, mas não o impõe de forma alguma. Quer que eu o ame, não que eu tenha medo. Quer me dar a vida eterna em contraponto ao que eu escolho, que são migalhas de momentos supostamente felizes.

Esse DEUS o Deus vivo, que está em todos os lugares e sonda o meu coração, sabe o que eu vou fazer antes que eu pense e fazer, sabe o que eu vou pensar, antes de eu pensar.

E é esse Deus que muito em breve se levantará sobre a Terra e mostrará toda a sua grandiosidade, para que todos aqueles que dele zombaram possam reconhecer a sua força e poder. Será um dia de glória paa os que nele acreditaram e perseveraram. Deus é força, poder e majestade.

Como diz o Salmista: "Glória e majestade estão diante dele, força e formosura no seu santuário." Amém e amém!

É isso.

Ouvindo: Felipe Valente ierpretando de forma magistral a música "Redentor"

Hey Jude

sexta-feira, 23 de outubro de 2009
A melhor música dos Beatles, numa apresentação histórica.




É isso.

Ouvindo: Beatles