domingo, 8 de fevereiro de 2026

Hoje a NFL Lava a Alma De Todos Os Latinos e Imigrantes Em Geral


Hoje a noite, durante o intervalo do SB no Levi's Stadium  disputado entre Patriots e Seahawks, a alma de todos os imigrantes sejam latinos, do leste europeu, sejam asiáticos, brasileiros, legais, ilegais, feios, bonitos, homens, mulheres todos os imigrantes que confirmam a tradição norte amricana de ser uma nação fundada sobre o esforço de povos outros que não os originários apenas, esses imigrantes terão sua vingança e ela vira em forma de arte. 

Virá através da arte de um imigrante oriundo de Porto Rico, Benito Antonio Martinez Ocasio, planetariamente conhecido como Bad Bunny. Bad Bunny, que até pouco tempo atrás era empacotador de um supermercado e prova viva que o talento não pode ser represado nem sufocado o tempo todo fará  show do intervalo do SB, evento esportivo mais assistido nos EUA  e que tem o valor de cada comercial veiculado em seus intervalos cotado na casa dos milhóes de dólares. 

Trump, o otário, nada poderá fazer para impedir o show, Trump, aquele que odeia a si mesmo e canaliza esse ódio para todos os outros seres humanos existentes terá que engolir a raiva (desconfio que ele curte engolir outras coisas também), o orgulho e ver o representante maaior da população que ele tanto odeia brilhar no palco planetáraio do SB. O capitalismo esse monstro inconstante e volúvel se guia pela métrica do luco e hoje nenhum artista country branco e bobo como Billy Ray Cyrus chupa rola maior de Trump  e pai de Miley Cyrus que pensa de forma diametralmente oposta ao pai pode faer frente ao furacão de popularidade e lucro gerado pelo coelho mal de Porto Rico.

É uma humilhação pública que ouso dizer é absolutamente intencional por parte da NFL pois  em no primeiro mandato de Trump um dos shos do SB foi protagonizado por Shakira e J-LO com participação especial de Bad Bunny. Creio que Roger Goodell se gosta de Trump, disfarça bem, pois colocar as 2 na Flórida para um show do intervalo até pode ser um acidente, algo previamente acertado que não poderia ser mudado, mas repetir a dose com Bad Bunny é claramente intencional, um cala a boca lindo em Trump e sua trupe.

Hoje vou sentar no meu sofá e além de curtir o jogo que será muito bom com toda certeza embora eu não tenha dúvida que Drake Maye não vai conseguir superar Sam Darnold por uma questão de experiência e braço calibrado, mas quero mesmo é ver Bad Bunny estapear Trump na cara com um show impecável!

Trump, vai cagar!

É isso.

Ouvindo: Bad Bunny


domingo, 1 de fevereiro de 2026

Próximo Ao Hospital Emilio RIbas

 

Eu hoje trabalho próximo ao hospital Emilio Ribas, um hospital aqui em São Paulo especializado em doenças infecto-contagiosas. Quando tive meningite, fiquei por 10 dias internado lá. Minha irmã Fernanda não teve a mesma sorte. Ficou lá por cinco dias  sucumbiu a doença, morrendo e me fazendo morrer tão novo que eu era junto a ela. Quando Fernanda morreu, a vida escureceu e até hoje e pura escuridão para mim com raros momentos de luz, alguns poucos flashes de felicidade. Fernanda s eria a única amiga que eu teria na minha vid,a o que ela já era quando viva. Depois que ela se foi, junto se foi a possibilidade de ser feliz.

Hoje me dei conta que a proximidade com este local não me faz bem. Me entristece e hoje enquanto a chuva caia eu olhava em direção ao prédio onde fica o hospital e me perguntava como foram as horas, os minutos finais de Fernanda neste mundo. Sentiu muita dor ou como eu estava anestesiada a maior parte do tempo? Espero que estivesse apagada sem sentir nada. Sentiu medo? Me lembro que quando acordei no quarto daquele hospital e olhei da janela para baixo e vi o estádio do Pacaembu senti estranhamente uma paz me invadir. Será que ela teve um pultimo momento de paz?

Quando os alunos da faculdade de medicina vinham em ronda com seus professores e eu era cobaia me sentia útil e me lembro perfeitamente de uma aluna muito loira de olhos claros que me lmbrou na hora minha irmã. Disse para ela que eu tinha uma irmã mais nova que era loira como ela e ela deve ter achado fofo ou algo do tipo, pois me deu um beijo na bochecha. Eu era uma criança que mal abria a boca de tão tímido e nem sei porque falei com ela. Acho que a beleza feminina sempre me motivou.

Fernanda seria linda pois já era linda. Ela teria me dado sobrinhos igualmente lindos e eu sei que ela seria uma mulher valorosa. Médica, não sei, talvez arquiteta ou mesmo se fosse dona de casa seria valorosa pois ela estava destinada a ser grande fazendo o que fosse. Hoje, quando penso nela, tenho medo e na verdade quase certeza que ela teria desistido de mim como pessoa e certamente eu e ressentiria disso mesmo que desse total razão a ela como dou total razão a qualquer pessoa que desiste de mim. 

Não desisto de mim porque isso significaria  ter que por um fim a minha vida e isso é algo que não tenho coragem, cuzão que sou. Ou talvez , pode ser qe Fernanda tievsse uma paciência imensa e sempre me desse uma chance por ser minha irmã e ver o quanto eu a amava. Eu  queria ter vivido o amor enre irmãos, algo que deve ser lindo quando é pleno, mas não tivemos tempo para isso de forma adulta. No entanto eu e lembro que quando Fernanda era viva, nosso amor era puro e verdadeiro. Eu amava ver como minha mãe penteava os seus cabelos que ela chamava de campos de trigo numa óbvia referência ao Pequeno Príncipe. 

Minha mãe me deixou tantas referências na vida sendo as principais literárias e musicais. Quantas pessoas podem se dar ao luxo de dizer que foram alfabetizadas pela própria mãe aos 4 anos de idade?  Eu sabia ler e escrever com essa idade porque Dona Alexandrina me ensinou. Chguei na escola com uma vantaagem imens que logo se tornou uma maldiçãoi a bem da verdade, mas sou grato a ela, como sou. Estar neste plantão na esquina da Jaú com Consolação a menos de 200 passos do Emilio Ribas, bastando aatravessar a Rebouças e seguir reto me traz memórias confusas. Me lembro de sair de la curado e atravessar a rua para comer um hamburguer no BURDOG que ja existia e ja era uma delícia e lembro de minha irmã menos de 1 mês depois, sair de lá morta, em seu caixãozinho branco para ser enterrada.

As vezes não pego o metro onde deveria, na Estação Paulista. Vou até a estação Clínicas e ao passar em frente ao prédio do Emilio Ribas, detenho o passo e choro. Minha irmã jamais deveria ter morrido daquele jeito, naquele lugar e eu muito menos ter sapido lépido e fagueiro, vivo, para comer hamburguer. A vida, que é sempre tão injusta, nesses dois momentos alcançou seu ápice de injustiça. Minha irmã deveria estar bem com sua família e eu morto sem encher o saco de ninguém. Nao foi assim que aconteceu. 

É isso.

Ouvindo: B.J Thomas. Outra fererencia fortíssima de minha mãe.

sábado, 31 de janeiro de 2026

No Meu Spotfy, Sepultura Esta Sempre Abaixo de Cynthia Clawson


Concordo que é muito, absurdamente estranho para a grande maioria das pessoas que logo após de ouvir Roots eu ouça Hymnsinger o melhor álbum entre todos de Cynthia Clawson.  Ou vice e versa. Para alguns Seputura (já começa pelo nome) é música de Satanás. Já Clawson e sua voz poderosa é uma agente especial a serviço das hostes celestiais a cantara louvores  a Deus de forma impressionsnte e bela.

Talvez cado Deus e seu antagonista, o tinhoso existam de fato essas 2 percepções sobre estes artistas estejam corretas. Talvez, mesmo que existam, são apenas artistas cada qual cantanto suas verdades, pois se de uma coisa podemos estar certos é tanto Sepultura, quanto Clawson são artistas de excelência antes de mais nada e fazem de sua  arte algo admirável. Já se nem Deus nem o mochila de criança existirem, ai é só a diferença do estilo musical mesmo e boa. Cada qual com seu cada um.

Ao ouvir o rock do Sepultura, logo na sequência quero ouvir Clawson porque se por um lado a adrenalina que me vem invade com os riffs poderosos das guitarras de Andreas Kisser é atenuada pela voz de clawson e pelo piano melodioso que a acompanha. É um choque dentro da inha já confusa cabeça de estilos, idéias, letras, arranjos, tudo tão diferente mas tudo sendo música boa, muito boa. 

Eu, que não vivo sem musica e não vivo sem música boa, tenho  um Spotfy caótico onde o rock se funde com a CCM e a bossa nova encontra o RAP. Músic clássica, ópera, o pop de Grace Wanderwall, a doçura da voz de Michael Buble em contrponto a crueza de J. Cash, tudo isso acaba contando a história de quem eu sou e como me comporto e porque me comporto. A mpusica sempre foi e sempre sera meu fio condutor.

Música é mais importante em minha vida que a maioria das outras coisas. Me acalma e me estabiliza e também me ajuda a efurecer o coração quando preciso e meu coração tem andado furioso ultimamente como em poucas fases de minha vida ele foi. As pessoas perdem cada vez mais a noção na forma de tratar as outras, cada vez mais egoístas e menos empáticas, cada vez mais loucas e achando-se calmas e controladas, despejam ódio racial, social e de todos os outros tipos existentes e acreditem, o ódio pode se expandir das mais variadas formas e a música que antes era para mim apenas um escudo, tem virado cada vez mais a clava que me da segurança para contra atacar.

Nesses momentos em que a temperatura se eleva com Sepultura, Clawson me lembra que o mundo é belo ainda que esteja desbotando rapidamente em suas cores e ainda existem pessoas dispostas a estender a mão, a dizer uma palavra de carinho que pode mudar o dia, pessoas que enfim conseguem ser empáticas sem esperar nada em troca.

Se por um lado Kisser e sua trupe me fazem querer socar o mundo quando ouço o cover de Firestarter que é bem melhor que o original do Prodigy, por outro, Clawson me faz querer plantar uma flor no caminho por onde as pessoas irão e por mais que eu saiba que esse mundo já acabou a muito tempo, só falta alguém influente dizer isso em alto e bom som, certas músicas me fazem acreditar que talvez haja alguma nesga de esperança. Será?

É isso.

Ouvindo: Sepultura/Cynthia Clawson



sábado, 24 de janeiro de 2026

Eu Achava Que Bolsonaro Era o Tosco Entre Os Toscos. Me Enganei!

 

Pinguins na Groenlândia? Se Bolsonaro, aquele que nem deve ter sequer citado ou qualquer um dos seus filhos, ou mesmo a groupie de deputados que ele tem por esposa (esposa?? hahahaha) publicassem uma trocidade dessa, seria apenas mais um dia normal no reino dos jecas e cafonas. Tudo absolutamente dentro do esperado.  mas Trump e sua Casa Branca publicarem tal imagem? Fizeram os Bolsobobos parecerem o que não são, gente minimamente letrada.

A Groenlândia fica na região do Ártico, hemisfério norte, ou seja, região diametralmnte oposta ao habitat natural das aves simpáticas, que vivem no hemisfério sul. Não é como se a Casa Branca dissesse que La Paz é a capital do Brasil, pois se é um erro o menos são paises fronteiriços. Não, A casa Branca errou por uito, mas muito mesmo. 

Claro que eu nunca imaginei que a administração Trump fosse composta por poetas e intelectuais, mas também não tem como imaginar, ou ao menos até o dia de hoje não tinha como imaginar, que era composta por zebras e asnos. Que Trump é um animal do tipo bípede, todos já sabem, mas que ele comanda quadrupedes é uma novidade assustadora. Trump quer anexar um território cujo o conteúdo seja humano seja de sua faúna, ele desconhece. Só posso imaginar que para ele que se vê cercado de mulas, todo e qualquer animal que tenha penas é Pinguim. Não,,Trump.Não é.

Vejam como essa imagem seria singela se não fosse estúpida!



 
Trump caminha de forma singela ladeado por um pinguim que se pudesse estaria maldizendo em todas as línguas possiveis o absurdo desta situação? Mas, calma, espera!!! E se, (e ai vai um gigante "e se"), mas e se Trump quer de alguma forma implementar um plano mirabolante de introduzir uma nova diata alimentar para os Ursos Polares que estes sim, habitam o território? Seria genial nao? Não, não seria, é só mais uma chacota detre as várias que Trump e seu staff vem sofrendo ao longo do dia. 

O que eu queria entender é como um povo que comete esse tipo de erro absolutaente grosseiro pode chefiar a maior (por enquanto) potencia mundial que com uma simples declaração de guerra pode esmagar quase todos os países do mundo? Como uma gente mais jeca e maais cafona que a  turma do Bolsolouco tomou conta da Casa Branca! Será que os americanos se deram conta disso?

O mudo vai acabar, o mundo ja acabou. O mundo se fodeu e ninguém pode fazer mais nada para mudar isso. Vida que segue enquanto durar e vai durar bem pouco. O que me irrita [e saber que um Corretor de Imóveis esta fodendo com um mundo. Triste.

É isso.

Ouvindo: Mr. Spock's Music From Outer Space




domingo, 18 de janeiro de 2026

Eu Não Sou Theodore, Mas Talvez Devesse Ser


Quando os primeiros acordes de  "Song On The Beach" se iniciam, eu automaticamente percebo que deveria ser  Theodore. Não sou, mas deveria ser. Não o Theodore ficcional, interpretado de forma tão absurdamente magistral por Joaquin Phoenix, mas uma espécie  de versão para o mundo real do personagem. Theodore que vem enfrentando um divórcio doloroso e que o fragilisa emocionalmente, se apaixona por uma I.A, algo que na época do filme era apenas um conceito distante e pouco entendido e conhecido.

O filme se desenrola e fica claro que o principal motivo pelo qual Theodore se apaixona por uma I.A é a sua extrema dificuldade de se relacionar com o mundo real, com pessoas reais, de carne osso e sentimentos contraditórios e que na mmaioria das vezes antagonizam com os seus próprios sentimentos. A dor de Theodore é latente e comove os de corações mais sensiveis. Eu deveria ser Theodore. Se me apaixonasse por uma IA, não magoaria ninguém com minhas respostas bruscas e mninha inabilidade social também latente. Acontece que eu sou Davi e odeio o conceito que rege qualquer tipo de IA. Eu não sou Theodore e nem vivo em um filme de Spike Jonze. Que pena.

Eu viveria bem em "HER","ADAPTAÇÃO", "QUERO SER  JOHN MALKOVICH"  e sobretudo  em "ONDE VIVEM OS MONSTROS", mas fato é que vivo em Osasco e trabalho nos Jardins, São Paulo, Brasil. Ao contrário de Theodore que vive em uma versão mezzo futirista, mezzo melancólica de Los Angeles e tem um emprego fantástico que consiste em escrever cartas enconmendadas por pessoas que precisam falar de seus sentimentos para outras mas não tem competência para tanto, eu sou um corretor de imóveis que vivo um momento de questionamento bravo de minha própria competência para desenvolver minha profissão. Eu queria ser Theodore e ter uma vida a cada vez que alguém assistisse o filme sobre mninha vida. Não sou.

Apaixonar´se por uma I.a tem suas vantagens. Ela é mais inteligente que você (afirmação questionável) e logo pode te ensinar muita coisa que por si só eu jamais aprenderia. Pode tomar decisões baseadas em lógica, (o que quase nunca faço) e por não ter um corpo material e nem alma, não exigiria grandes envolvimentos emocionais. E é ai que a coisa pega, pois Theodore se apaixona de fato, ou acha que se apaixona, e eu  por mais emocional que seja, para isso seria totalmente racional e jamais criaria um vínculo deste tipo.

Eu deveria ser Theodore, mas não tenho competência para tanto. Estou mais para o Joel de "Spotless", ou "Brilho Eterno De Uma Mente Sem Lmebrnaças" de Michel Gondry. Um ser patético  ainda que extremamwnte inteligente mas que com o emocional também abalçado tenta se agarrar a uma tênue racionalidade ou o que ele mesmo entende como racionalidade. Eu queria e deveria ser Theodore e como não sou, o que me resta é ouvir a trilha sonora lancinante de HER, uma obra prima compota por pequenas (não no tamanho, mas conceito) músicas que se encadeiam como uma só.

Eu deveria e eu queria ser Theodore, mas fujo da IA como Elon Musk, (ou o diabo) da cruz. Eu não sei lidar com as pessoas e a muito tempo todas elas desistiram de mim. Não sou Theosore, sou um caso perdido. Ao menos tenho bom gosto musical.

É isso.

Ouvindo Her Soundtrak

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Spirit Of Praise/ At The Mention Of His Name

 

Tem um álbum para o qual eu sempre volto nos momentos mais tristes, ou de ansiedade, ou em que eu precise ouvir algo para acalmar o coração. E dentro deste álbum, uma canção em especial, "At Mention Of His Name" mexe com cada fibra do meu coração quando a ouço. Ela é belíssima apesar de  ser quase pueril, e da pra qualquer grupo de pessoas sair cantando sem grandes atropelos vocais pois tem um arranjo simples mas que me toca tanto, mas tanto...

Eu não consigo mais crer em Deus. Por mais que eu brigue comigo mesmo buscando razões e motivos para continuar crendo, eu não consigo. Mas também não consigo encher a boca para dizer que Nele não creio. Eu não digo para as pessoas "Vai com Deus" por foça do hábito. Algo em mim, ainda acredita que Deus protege as pessoas e por mais que eu tenha passado por 2 recentes assaltos, eu posso crer que Ele me protegeu ou que o acaso  me manteve vivo. Prefiro crer em sua proteção.

Mas como crer na proteção de uma entidade superior que eu não consigo crer?  é complicado, mas eu sinto paz quando escuto que a simples menção do nome de Jesus, nome acima de todos, tudo pode se resolver. Uma paz que não sinto ouvindo nada mais, seja Tom Jobim, Sepultura, chico Buarque, Frank Sinatra, Mozart, o que for. As canções que me tocam são as canções que falam de forma simples de como Jesus é bom e como Ele de forma para mim completamente incompreensível, me ama. Sim, é uma letra simples, é um arranjo simples, mas neste início de ano, é tudo que preciso ouvir.

À menção de Seu nomeAt the mention of His nameHá conforto na menção de Seu nomeThere is comfort at the mention of His nameHá paz que cobre toda culpa e vergonhaThere is peace that covers every guilt and shameÀ menção de Seu nomeAt the mention of His name
Há cura à menção de Seu nomeThere is healing at the mention of His nameCorações partidos são reunidos mais uma vezBroken hearts are put together once againÀ menção do nomeAt the mention of the name
De Jesus, JesusOf Jesus, JesusNome acima de todos os outros, Senhor dos SenhoresName above all others, Lord of LordsÓ Jesus, JesusOh Jesus, JesusNão há nada mais doceThere is nothing sweeterDo que a menção de Seu nomeThan the mention of His name
Há liderança na menção de Seu nomeThere is leading at the mention of His nameHá uma luz que leva os sem-teto para casa novamenteThere's a light that leads the homeless home againÀ menção do nomeAt the mention of the name
De Jesus, JesusOf Jesus, JesusNome acima de todos os outros, Senhor dos SenhoresName above all others, Lord of LordsÓ Jesus, JesusOh Jesus, JesusNão há nada mais doce do que a menção do Seu nomeThere is nothing sweeter than the mention of His nameJesus, JesusJesus, JesusNão há nada mais doce do que a menção do Seu nomeThere is nothing sweeter than the mention of His name



É isso.

Ouvindo: Spirit Of  Praise

sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

Talvez Fosse A Luz, Eu Não Sei.../Canção para Graziela

 

Talvez fosse a luz daquele fim de tarde na praia, quando o Sol caia atrás de alugmas ilhotas e projetava um amarelo-ouro sobre o seu rosto que de tão iluminado ficou muito mais lindo do que o de costume. Talvez fosse o seu sorriso que iluminou o Sol ao virar uma gargalhada solta e sem medo de parecer exagerada. Alias, nada em você era exagerado pois nada era suficiente. Fosse sua beleza, fosse a forma com que você caminhava com so pés descalços na areia, fosse o contraste da nossa finitude com a imensidão do mar que em você parecia não existir pois você era tão infinita como as aguas que por trás de ti chegam ao limite da areia.

Eu não sei se era a luz, se era seu sorriso ou se era o infinito. Talvez, fosse o apanhado de tudo isso que em um quadro perfeito emoldurado pela vida que era vivida naquele breve momento fez tudo valer a pena. Os óculos escuros escondiam seus olhos de jabuticaba como os de Capitu porékm sem serem de ressaca, sendo pura beleza, pura fluidez, puro encantamento. E o encantamento, os raros momentos de encantamento real (que ao menos no meu caso foram raros),  se fez pleno como se a eternindasde se condensasse nos poucos segundos em que a percepção desse quadro perfeito veio a mim e eu pude eterniza-lo em uma foto.

Poucos fora os momentos em que a felicidade se anunciou mim e me tomou pelas mãos para uma ciranda em pés no chão. Este dia, foi um deles.  E por mais que eu seja feliz em silêncio, por mais que eu não saiba gargalhar e saiba na verdade apenas sorrir de forma tímida e seja pouco afeito a grandes explosões públicas de alegria, naquele dia, naquele momento, eu entendi porque os físicos dizem que o Universo como conhecemos explodiu em milessegundos.

Eu percebi que a alegria genuína se apresenta de forma tão intensa e tão explosiva quanto surpreendente. Precisamos estar prontos para a surpresa de ser afetivamente feliz, pois a felicidade não tem nada a ver com aquela alegria que as vezes sentimos que não nos completa e nem preenche completamente sempre parecendo faltar um pouco. Mas quando a alegria vem e nos surpreende, ela nos toma e nos preenche e transborda. 

E naquele dia, naquela praia, naquele fim de tarde, eu não sei se foi a luz, se foi o seu sorriso, se foi o mar ao fundo, se foi a sua plenitude. Como eu disse, deve ter sido um apanhado de tudo isso, mas fui feliz aquele dia, naquele momento. Foi raro, foi breve, mas foi o suficiente para ser um bom dia para se morrer. Afinal, eu quero morrer no dia que eu for mais feliz.

É isso.

terça-feira, 16 de dezembro de 2025

Zezé De Camargo, o Tosco, Ataca Novamente

 

Zezé de Camargo é desprezível penas m´pusicas que canta, pela forma como se cunduz artísticamente e por sua total ignorância sobre si mesmo. Podem ser feitos dezenas de filmes, escritos  dezenas de livro que cantem louveres a dupla  que tinha com seu irmão e nenhuma dessas obras mudará o fato de que lhe falta o óbvio: talento. Não importa se Zéze e seu irmão (igualmente  desprovido de talento) tenha sido campeão de vendas, não importa se tem uma base de fãs ainda considerável, não importa que ainda tenha muita gente disposta a lhe dar palanque. O que importa é que  Zezé mostrou mais uma vez que não presta, e o fez da pior forma possível.

Como grande dos que se dizem de Direita neste nosso país, Zeze não conhece os princípios basicos de democracia, cortesia e bom senso. Ai se indignar com a presença de Lula e Alexandre (Xandão) de Moraes no lançamento do novo canal voltado exclusivamente a noticias 24 horas por dia do SBT, acusou as filhas de Sílvio de prostituirem o  canal por tal coinvite, desconsiderando que um empreendimento desta magnitute tem por obrgação de convidar  essas autoridades queb pode ou não comparecer ao evento. Mais que obrigação, o que se fez  ao convidar  pessoas de todos os espectros políticvos foi uma gentileza e também uma mostra de pluralidade, algo de que o polarizado Brasil  carece enormemente.

Zezé  utilizou sem meias palavras o termo "porostituir-se" para se referir a um canal agora comandado por 6 mulheres, todas elas dignas, sérias e trabalhadoras que buscam claramente  entre erros e acertos  honar o legado do pai. Zezé foi indelicado, machista misógimno e mais do que isso, foi mmal educado, brutal na atitude e nas palavras e deselegante como sempre é, ao porto de esquecer ou fingir que esqueceu que ele mesmo foi um dos maiores puxa-sacos de Lula dirante seu primeiro mandato. Zezé não foi apenas rude, foi ciompletamente canalha e pior: quis colocar-se em uma posição de superioridade ao dizer que não compactua com o convite e a presença dessas autoridades ao evento.

Antes de mais nada, fica a dúvida de quem é Zezé para compactuar com quem o SBT convida ou deixa de convidar? Quem é Zezé, que vive recebendo dineiro público  via os shows pagos por prefeituras miseráveis Brasil a fora para falar o que quer que seja em termos de carater e correção?  Bem fez e de forma exemplar o SBT, ao não responder ao "pedido de desculpas" que mais pareceu um deboche vindo de Zezé. Zezé alias mostrou além de tudo ser um covarde, uma vez que poderia ter mantido suas palavras ao invés de  voltar atrás e dizer que o termo "prostituir-se" foi mal interpretado. Suplico a Zezé e ao responsável por este pedido de desculpas esfarrapado que ex´plique que outra forma existe de entender o termo acima além do que todos interpretaram.

Zezé, assim como o tal deputado Nikolas sei lá de que, que não resiste a cinco minutos de arugmentação série com Bernardo, meu gato,  acham que ser mal educado, grosseiro e destemperado é sinnonimo de  colocar-se como homem. Não é. é apenas prova de falta de educação mesmo. Pessoas como Zezé, Nikolas e outros que nem vale a pena citar o nome deveriam ser jogados ao ostracismo reswervado aos que não respeitam,  as regras do jogo democrático querendo sempre impor seu ponto de vissta a qualquer preço ainda que precisem ofender mulheres que estão mais ocupadas em fazer prosperar o legado deixado pelo pai delas.

As filhas de Silvio Santos  foram ofendidades de maneira vil e gratuita o que é de se esperar de alguém tão inútil como  Zezé, mas contam certamente com a admiração da grande maioria dos brasileiros, o que não se pode mais afirmar deste projeto de artista chamado Mirosmar.

É isso.

Ouvindoi: Titãs


quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

A Vida Não Me Escreveu Muitas Cartas De Amor

 

Na verdade, bem poucas. Uma ironia, ainda mais para mim que amo escrever e tanto quanto amo escrever amo ler. Até aqui, um dia após meu aniversário de 53 anos percebo que a vida não se interessou por mim de forma a me encher de carinhos, amor e afeto. Meu caminho foi sermpre muito duro, uma jornada de lutas, de batalhas inglórias  seja com o mundo seja comigo mesmo. Sim, eu batalho contra mim o tempo todo e quase sempre perco porque minhas batalhas são no sentido de me moldarao mundo ao redor e nunca da certo. O mundo não gosta de mim e eu cada vez menos gosto do mundo. Não espero mais cartas de amor, não espero nada.

Entretanto preciso dizer que as poucas cartas de amor que o mundo me deu são o combustível que me mantém vivo. Os amores que tive, o amor definitivo que achei em Graziela, minha filha, meu neto. A vida me deu algumas colheres de chá, mas as cartas de amor  que dele recebi são mais pequenas notas, apontamentos, lembretes de que viver não é fácil e mesmo alguém sem muito favorecimento do mundo precisa as vezes de um alívio.

Eu creio firmemente que a vida escreve sim para algumas pessoas afortunadas diversas e diversas cartas de amor. Elas vem em forma de oportunidades, de pessoas que passam pela vida de cada uma delas, de uma certa condencendência com seus erros, enfim... A vida seleciona de forma natural, creio eu, os que dela vão ter o melhor, os que desfrutarão de felicidade, prosperidade. A mim, cabe batalhar por cada pequena vitória e com elas me contentar.  Só que não me contento.

Se a vida não me escreve cartas de amor eu mesmo tenho que criar meus enredos. E embora talvez essa pratica muitas vezes possa parecer um delírio, afinal enredos criados de próprio punho podem ser altamente fantasiosos, é melhor um toque de delirio do que apenas conviver com a dura realidade de achar que como bem  diz Criolo não existe amor em SP. Na verdasde, estou me convencendo dia a dia que não existe amor em canto algum do mundo, apenas fragmentos dele, ofertados de forma esporádica a poucos.

As cartas de amor que eu até hoje esperei da vida eu tento escrever a outras pessoas. Nem sempre da certo, muitas vezes, na maioria delas, eu falho porque sou estabanado e intenso o que é uma conbinação altamente explosiva e ai os gestos se confundem e o que deveria ser amor vira qualquer outra coisa de livre entendimento e quase sempre se vira contra mim. De qualquer forma, valorizo as pouycas cartas de amor quwe a vida me ofertou e as levo no peito, esperando sempre ter  a graça de receber mais algumas no decorrer da vida que me resta.

Ontem, mais um ano foi completo em meus registros temporais relativos a idade. Complete 53, me sinto com 25 e tenho a saúde de alguém com 70. Mesmo sem as cartas de amor que reinvindico  sou um otimista, sou alguém que espera pelo melhor sempre. Nem minha diabetes,minhas tristezas, minhas desilusões, nada disso me tira a esperança. É de esperança que se vive. 

É isso.

Ouvindo: Criolo





segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

Desta Vez a Dignidade Foi Junto Com o Telefone

 

Fui novamente assaltado. Desta vez, perto de casa, na ponte Tancredo Neves. 3 garotos que não devem ter 15 anos completos mas armados. Onde se acham tantas e tantas armas no Brasil ao ponto de garotos que deveriam esta na escola estejam assaltando pessoas de bem? Levaram meu telefone, meu notebook corporativo e desta vez, levaram junto minha dignidade.

Pois os três rapazes que se não estivessem armados o máximo que levariam de mim é ima surra bem dada resolveram me agredir. Me jogaram no chão, chutaram minha cabeça e minhas costelas apenas por diversão, apenas para mostrar que podiam pois estavam armados e eram em maior número. Apenas para mostrar que a maldade cresce de forma assustadora no mundo e esta longe de atingir seu pico. Apenas para vangloriarem-se  enqunto eu dsnorteado pelo roubo e los chutes cambaleei como uma barata tonta ao ser atingida por uma chinelada certeira. Não sou de certo, uma barata. E nem tonto. Mas assim me senti. Dolorido e indigno, indefeso e sem chance de mudar a situação.

Ao mesmo tempo que o mal triunfa, o bem se impõe. Andei até um oposto de gasolina próximo e pedi para o frentistta para usar seu telefone e comunicar Graziela do ocorrido. Ele me ofereceu pedir um UBER para eu chegar em casa. Um outro motorista que abastecia com a família no carro, esposa e 2 filhos, me ouvindo falar com  Graziela se ofereceu na mesma para me deixar em casa e assim o fez, acolheu a mim, um completo estranho em seu carro.

No mesmo momento em que Deus pareceu sumir e me deixar só, a mercê de marginais mirins, ele se revelou através de 2 completos estranhos que ao me ajudar, ajudar o seu filho mais rebelde, a Ele ajudaram, pois que pai não se sente feliz, satisfeito e grato quando um filho seu em perigo é acolhido? É cada vez mais dificil para mim decidir sobre a existência desse Deus e se ele existe que possa de fato me amar, já que poucos apenas me tolerame a grnade maioria fica puta com os bandidos que me deixaram escapar.

Se eu for novamente assaltado, posso pedir música no Fantástico, mas se realmente for assaltado, reagirei.  Minha dignidade não será subtraída novamente ainda que me custe a vida, pois ser digno  e manter-me assim é o minimo que devo a mim mesmo. 

É isso.

Ouvindo: Milton Nascimento TXAI

Lula é Uma Anta

 

Antes das críticas me atecipo: Sim, eu fiz campanha para Lula nas últimas eleições pois entre ele e Bolsonaro, a resposta é obvia. Acontece que Lula veio com Janja a   tiracolo. Ok, cada um casa com quem quer e casar-se com uma imbecil é problema de quem escolhe por esta opção. Porém se você vai ser o presidente da república, sua mulher não pode atrapalhar o bom andamento de seu governo e Janja, por diversas vezes assim o fez. Claro que Janja é o menor dos males. Lula, de fato é uma anta por si só.

Lula é entusiasta em um mundo cada vez mais perdido ambientalmente, cada vez mais a beira do irreversível (anti)climax ambiental, de se prospectar petróleo na foz do Rio Amazonas.  Jura que a esquerda quer falar mal de Trump e fecha os olhos para algo tão absurdo? E pior, com o argumento que chega a ser pueril, pra não dizer imbecil que com o "lucro" dessa exploração vai financiar a transição para energia limpa. Lula não é só uma anta, ele acha que preside um país rechado delas.

Esta COP foi tão inútil como constrangedora principalmente para o Brasil que conseguiu a façanha de produzir um incêndio (no sentido litreral da palavra), no local onde a reunião acontecia. Nada podia ser mais ilustrativo em um país onde as queimadas não cessam, o presidente quer extrair petrólio na foz do Amazonas e  a pobre Ministra do Meio Ambiente (para mim a pessoa mais preparada deste (des)governo petista), fica de mãos atadas olhando com os olhos perdidos e aparentemente marejados para um horizonte em que vislumbra um futuro sem futuro algum.

Se por um lado temos Bolsonaro preso, temos Lula livre  de outro. Claro, não existe comparação entre um e outro, mas Lula precisa admitir que seu tempo passou, que é claramente manipulado por sua Janja e que para salvar sua biografia e manter a dignidade deve achar o substituto de seu legado o quanto antes. Não da mais para Lula pensar sequer em se reeleger pois corremos o sério risco que ele ganhe. Não seria bom para o Brasil, não seria bom para nossa democracia. Ele precisa cair em si e pereber que seu tempo passou e essa COP 30  evidenciou isso ainda mais.

Lula, como alguém que te admira, eu peço: Retire-se ao final de seu mandato e não seja a anta que esta desenhando se tornar. Saia como um estadista que foi e será lembrado como tal. Mais um mandato e jogará todos os outros no lixo da história.

É isso.

Ouvindo: Milton Nascimento, TXAI



domingo, 2 de novembro de 2025

De Quando Em Quando a Melancolia Me Assalta

 

Hoje, com a chuva que cai de forma intermitente e bate no vidro do plantão e me lembra que muito provavelmente os clientes vão preferir ficar em casa a vir até aqui, eu me ponho em silêncio. O céu, cinza chumbo, derrama a água da lavagem do céu que a julgar pelo tempo da chuva devia estar precisando muito de uma limpeza.

Em mim, por dentro de mim na alma, que existe mas não como orgão perceptível embora seja vital, eu sinto uma sijeira que talvez demandasse uma chuva interna para que talvez minhas agruras se fossem com a água. Não vai acontecer. Eu cada dia me convenço mais que preciso dessas agruras, que preciso cultivar as tristezas internas, a solidão mesmo em meio a tantas pessoas em volta. Preciso de uma escuridão,  não acendo as luzes internas e me vejo ali, acariciando a melancolia que me envolve.

Existe um certo charme na melancolia? Não creio. É  que o mundo me enfada tanto, as coisas que ouço, as coisas que vejo, os lugares que tenho que frequentar me são tão estranhos, me deixam tão acabrunhado, que me resta o refúgio da melancolia, daquela tristeza que é quase alívio mas também machuca porque pesa e pesando me impede de ser leve. Alias, ja fui leve algum dia? Já tive  dias realmente solares? Momentos que valeram a pena? Ou a vida esta sendo apenas um amontoar de dias?

Os dias passam porque o tempo em sua linearidade é implacável. Dias de chuva, dias de sol, dias, dias, dias. Eles passam e não me veem feliz. E sou tão complicado que também não chego a ser triste. Sou apenas esse ser sem graça, que não sabe sorrir. Eu não sei sorrir e nem quero aprender. Tudo é chato para mim e na verdade o chato sou eu. Gente muita mais inculta, ignorante, sem eira nem beira se passa por mais legal simplesmente por saber sorrir, por saber fazer sorris ainda que com palavras desenxabidas mas que quando ditas no tom certo viram grandes verdades ainda que vazias.

Eu hoje gosstaria de estar só. Gostaria de não ter que ouvir a voz de ninguém, de não ter que olhar para ninguém, não ser visto por quem quer que seja. Queria apenas existir em algum canto solitário, isolado onde minhas lágrimas não fossem vistas, minhas tristezas fossem sentidas apenas por mim e minhas agruras e meus tormentos fossem mitigados pelo sil~encio ao redor.

Porque na verdade é o barulho que me enlouquece. Seja do trânsito, seja das pessoas, seja das musicas fora de hora seja das vozes dentro de mim que gritam para ver o sol. Eu quero e mais que querrer simplesmente, eu preciso de silêncio, eu preciso qdo isolamento, preciso saber que ninguém,, chegará perto de mim. Minha vontade é sair correndo e correr até cair. Correr até colocar meus pulmões para fora e não conseguir mais dar um passo. 

Preferia não existir, porém existo. Preferia não ouvir, falar, respirar mas tudo isso existe na minha rotina e não vonsigo me livrar dela. Preferia poder exercer a fúria que me acomete de tempos em tempos. Queria gritar, berrar, não para ser ouvido, mas para expurgar de mim toda essa melancolia que como água parada me ameaça intoxicar.  Eu queria gritar, correr, chorar e rir de forma cumpulsiva nomeio de tudo isso de forma tresloucada e sem censura. Não posso. Estou aqui como uma babá de senhores e senhoras que me irritam profundamente com sua spretensas paidas e tiradas espirituosas que são apenas palavras infames e sem sentido que batem naa minh cabeça como marreta mas não a esmagam, apenas  torturam. 

Palavras tgem o dom de me torturar da mesma forma que podem em encantar mas como sou azarado só encontro tortura e zero encantamento. Ninguém se encanta ou quer encantar a um tiupo grotesco como eu. A vida não é boa para mim. Para mim ela é apenas melancoloa e desesperança. E a desesperança não te mata de uma vez, ela te enverga, te derruba, faz sua cabeça  inchar. A vida para mim é melancolia e choro, mas um choro interno que me afoga. Eu canso, sinto dores.  As dores me melancolizam. Eu, em dias como hoke, nem sei quem sou. Azar o meu.

É isso.

Ouvindo Sacred Vail

quarta-feira, 29 de outubro de 2025

Por Uma Merda De Telefone

 

Há uma semana atrás, por uma merda de um telefone celular, vi minha vida correr um risco imenso de terminar. Sob a mira de armas de fogo, e sobretudo acuado pela covardia de 4 pessoas que  se achando muito valentes vieram para cima de 1 ( eu, no caso), e levaram embora meu telefone. Quanto ao telefone, de verdade, foda-se! Bem material algum me seduz, mas sem saber eles levaram algo bem mais valioso: minha paz.

Hoje, quando vejo uma moto, seja qual for, me assusto. Criei uma raiva surda a qualquer pessoa que esteja de capacete. Não consegui voltar mais a rua onde estava, ao lado do meu plantão e creio que provavelmente não voltarei mais a andar por ali dominado por um medo irracional de que essas pessoas estejam me esperando ali para levar sei mais o que que possam imaaginar que eu ainda tenha. Talvez, minha vida.

Eu que sempre fui razoavelmente bom com as palavrasa não consigo verbalizar com detalhes o que me aconteceu. As pessoas em sua mamioria me culpam por estar falando ao telefone na rua. A que ponto chegalmos! Usar seu telefone na rua te faz culpado, te faz ser o errado da história mesmo que não haja culpa alguma em falar com outra pessoa ao telefone na rua. Não é que o mundo seja injusto. Ele enlouqueceu de vez e a maioria das pessoas comprou essa loucura para sim e instalou  como verdade absoluta em suas mentes e corações.

Por uma merda de telefone, por algo que não vale uma unha que aparamos semanalmente eu estive a um passo de ser morto. Sobrevivi e fui condenado pela grande maioria dos cidadãos de bem que cagam regras sobre como se proteger de assaltantes covardes que andam armados e de motocicleta para rápida fuga. Por uma porcaria de um telefone eu fui "enquadrado" e percebi que a vida, seja a minha, seja a de outra pessoa qualquer, vale menos que um telefone, um carro, donheiro ou qualquer outra coisa dessas que não tem valor intrínseco algum, apenas um valor nomimal que é atribuido  na maioria das vezes pelas pessoas que não os tem, pois se de fácil acesso fossem, não haveria tantos roubos já que a aquisição desses itens não depreenderia grande esforço.

A ironia de toda essa situação é que eu que não ligo para nada que seja  material, quase morri. Não de amor não correspondido, ou de saudades desmedidada, ou dequalquer outro sentimento. Quase morri exatamente pelo que não valorizo e seria uma morte extremamente besta e sem sentido.

Aos vencedores, ou melhor, usurpadores, o telefone. A mim, a perplexidade.

É isso.

Ouvindo: Frank Sinatra


sábado, 18 de outubro de 2025

Vale Tudo Acabou. Ainda Bem!

 

Novelas por definição salvo exceções, são sempre a mesma coisa e nisso reside o grande barato delas. Ou são de época contando de forma distorcida algum período da vida brasileira, ou são "urbanas" e sempre tem a mocinha cotadinha, a vilã malvadona, adultérios a dar com pau (hahahahahaha) entre outros ingredientes manjados. E são esses ingredientes repetidos trama após trama que por muitos e muitos anos, décadas, grudaram os brasileiros na frente da TV.

Porém, ouve ao menos uma vez que eu me lembre, algo que saiu dessa caixa confortável e chacoalhou o Brasil com discussões sobre ética, honestidade, limites morais e mais. Sim, tinha a mocinha (Regina Duarte a Bolsonarista louca que não era bme mocinha já) e tinha a vilã das vilãs interpretada de forma magnifíca por Beatriz Segal. Foi a melhor novela que uma TV brasileira já produziu. Chama-se Vale Tudo.

O tempo passou, as pessoas foram se desinteressando pela formula cansativa das novelas e a audiência foi caindo cada vez mais. Nada mais natural diante de novas tecnologias e novas formas de consumir conteúdos voltados ao entretenimento. Diante de um público cada vez mais arisco a novelas e de roteiros cada vez mais pífios, o que fez a TV Globo? Achou uma boa idéia investir em "remakes" ou seja, recontar antigas novelas que foram sucesso no passado.

Entre erros calamitosos e erros menos terríveis ainda que erros, ontem chegou ao fim o erro mais colossal que se tem notícia na TV brasileira em todos os tempos, o remake de Vale Tudo. Gilberto Braga já falecido, Leonor Basseres e Aguinaldo Silva foram vítimas de um assassinato de sua obra. Essa Vale Tudo escrita por Manuela Dias não vale 10 e uma cocada, uma obra zumbi que nem honrou a original e nem se fez melhor que ela, ou seja, uma obra baseada em algo muito bom, ficou terrivelmente ruim exatamente por se afastar completamente da versão original. Não foi um remake, não foi também um reboot, foi algo tão incompreensíl e tolo que merecia ter os originais jogados em uma fogueira gigante par que nunca mais pudessem ser utilizados.

Manuela escreveu algo tão ruim, mas tão ruim, que faltam palavras para definir o grau ruindade a que a obra foi reduzida. Raquel a heroína foi rebaixada a pouco mais que um personagem secundário que tatuaou o nome da filha de forma grotesca no peito, algo tão brega e sem sentido que fica difícil entender a razão para tanto. Fora que quando começou a esbarrar com pessoas de quem Maria de Fátima queria esconde-la, era inexplicável como essas pessoas não associavam o nome nome tatuado a pessoa.  Esse é apenas um exe,plo rasao de como o texto era parvo e infeliz.

Maria de Fátima, no final da novela, simplesmente resolveu dar para adoção o filho de um bilionário (Cesár, seu ex capacho/algoz) que lhe garantiria uma vida para lá de confortável. atitude absolutamente inexplicável como tantas outras. Odete viva? Marco Aurélio sem conseguir fugir? Esses 2 desfechos tacanhos e absurdos mostram o grau de estupidez monumental de Manuela. Agravidez sem barriga de Maria de Fátima? Solange Cherry vinculada ao grupo dos black blocks? Consuelo ser promovida de secretária a diretora sem nenhuma razão aparente? Um filho que a Odete original poderia colocar em qualquer clinica no Brasil ou no mundo e foi mantido em uma casa qualquer no mesmo Estado onde todos moravam ou seja muito fácil de ser achado? São erros e mais erros e mais erros e furos e mais furos narrativos que fizeram dessa versão de Vale Tudo a coisa mais imbecil que a Globo já produziu. Nunca o termo "Globolixo/' fez tanto sentido.

Nem me atrevo a me perguntar se a Globo pode produzir algo pior, pois basta dar esta tarefa a Manuela Dias e algo ainda mais abestalhado certamente ira surgir. Vale Tudo acabou. Ainda bem. Odete não morreu, mas a novela, que respirava por aparelhos, sim. Nem merece enterro digno. Joguem os originais ao mar e que lá repousem pela eternidade.

É isso.

Ouvindo: Requiem, mais especificamnte Confutatis Maledictis

domingo, 28 de setembro de 2025

Eu Me Vi Na Estação Pinheiros Da CPTM

 

Foi como se eu tivesse saído de dentro de mim mesmo. Mas não, eu não pairei sobre minha figura, eu me vi do nada ao lado de mim e confesso me afastei um pouco para poder me observar melhor. Fique rindo (de nervoso), tenso como nunca tinha ficado antes e pude entender porque as pessoas tem medo ou não gostam de mim, ou ambas as coisas. Eu me vi. E preferia não ter visto nada.

Eu estava, para variar, de fone de ouvidos e eu ouvia Heather and Kirsten. Eu não apenas ouvia. Eu cantava, não obstante minha voz não ser das melhores para ser ouvida cantando o que quer que seja, eu cantava e em um volume que eu ouvia perfeitamente. 

Ok, ao menos a pronúncia do inglês estava correta, mas ainda sim, quem quer ficar ouvindo um homem cantado as 22:10 na estação de trem musicas do início dos anos 90 que são não são old fashion também não são o supra sumo da modernidade musical? Para piorar, eu me vi balançando os braços de forma frenética e um tanto quanto assustadora para quem passava em volta, tanto que as pessoas estavam meio que desviando o caminho na plataforma.

Eu vi um homem de 52 anos que se sente com 30 mas com o físico beirando os 65, cheio de dores físicas, de cicatrizes emocionais de hematomas causados pela vida mas que de alguma forma busca sobreviver a tudo isso se agarrando ao seu trabalho e a sua vontade de fazer a vida dar certo ainda que já tenha certamente vivido mais tempo até aqui do que lhe falta viver.

Um homem que se preocupa com o bem estar da sua família e ainda que não tenha conquistado tudo o que gostaria não se ressente ou apieda-se de si mesmo mas sente muitas vezes uma raiva surda por tantas e tantas rasteiras que sofreu. Um homem que no afã de ajudar foi várias vezes mal interpretado, que sentiu na pele a incompreensão com quem e diferente apenas por ser, não por ter uma agenda dentro desta diferença.

Um homem que canta desenfreadamente porque a música lhe é o único caminho de redenção e mais que redenção é o qe lhe acalma, diminui a ansiedade, o aperto dentro do peito que as vezes parece ter dentro dele uma marreta que desfere golpes potentes e certeiros que vão minando suas forças internas. Eu pude ver que eu canto para estar vivo, não porque qualquer outro motivo.

Eu me olhei e vi que sim, sou uma figura patética, que não gosta da companhia de outras pessoas, que ama ficar sozinho, que sofre com o barulho do mundo a sua volta, que sente dores excruciantes que não pode revelar e ainda sim precisa lutar para sobreviver.

Quando eu me vi naquela noite, eu senti dó de mim. Eu vi que eu era e sou só. Que minhas questões não são entendidas ou compartilhadas por outras pessoas  que me resta viver com essa solidão com a ´nica arma que tenho. A música.

É isso.

Ouvindo: Heather and Kirsten

segunda-feira, 8 de setembro de 2025

Marcas Pelo Meu Corpo

 

A despeito da insulina que tomo todos os dias e pelo ainda insipiente (a vista de outros) porém, excruciante (para mim) controle alimentar que venho fazendo, minha Diabétes da sinais que não vai ceder tão fácil se é que irá. Os sinais mais visiveis dessa minha afirmação est]ao em meu corpo e nas marcas que a  doença produz. Feridas que tão rapidamente como surgem, somem, mas deixam uma cicatriz para lembrar que um dia apareceram e me lembrar da morte que se aproxima inevitavelmente.

A morte faz parte do jogo da vida sendo obviamente o ato final e tiudo bem quanto a isso, mas eu mesmo contra todas as evidências, gosto de viver. Ainda que seja uma vida solitária e meio sem graça, gosto de acordar e me sentir vivo. Olhar em volta e ver Graziela, Vitória, os gatos, a vida pulsando enfim. Gosto de ligar para Rafaela e saber que ela esta bem e que Isaac continua crescendo.  

Gosto de selecionar as músicas que vou ouvindo durante o trajeto até o trabalho, de ver as poessoas na rua, no trem, no mêtro, chegar no plantão, enfim, eu gosto do sentimento de que a vida eta correndo mesmo que as vezes ela acelere sem eu pedir ou dê freadas bruscas sem avisar. A vida, é uma dádiva e por mais que hajam intercorrências desagradáveis, ainda é a vida.

Mas as marcas cada vez mais frequentes me lembram da finitude inevitável. Me lembram que em algum mo,ento eu vopu parar de respirar e que antes disso talvez haja alguma dor e sofrimento por conta da decadência corporal. Talvezeu  não chegue ao fim da jornada da forma que sempre imaginei  e meu corpo se transforme em uma massa disforme ao ponto de eu ter vergonha de ser visto.

Eu vivi até aqui uma vida de altos e baixo creio que como a maioria das pessoas. Mas não pensava muito no fim ou ao menos não como tenho pensado. Tenho pensado na morte não como meu fim, mas se ela me trará algum tipo de perpetuação através de algum legado que eu poderia/deveria  deixar. Não veho legado que eu possa hoje deixar e a construção de um leva tempo, de sorte que muito provavelmente eu serei como areia da praia jogada ao vento que instantâneamente não  se vê mais e muito menos se localiza.

Se no fim da jornada me restar um corpo marcado pelas dores e cicatrizes de uma doença que se comporta de forma agressiva e me limita de diversas maneiras, mas o que levarei comigo é o lado bom da vida que vivi, os livros que li, as músicas que escutei, e sobre tudo as pessoas que amei. Tudo isso fez a vida valer a pena, fez minha história não ser irrelevante, ao menos ´para mim mesmo e no fim das contas, é isso que importa.

É isso.

Ouvindo: Carpenters

domingo, 24 de agosto de 2025

Dores Não Acolhidas

 

Fato é que vivemos em um mundo de dores não acolhidas.  Um mundo onde somos todos refratários ao sentimento do outro porque nosso tempo é muito curto para ser desperdiçado com o choro de outra pessoa, com o consolo que alguém precise, com as demandas emocionais que não partam de nós mesmos. Olhamos estarrecidos as pessoas que se permitem sofrer e deixcar claro esse sofrimento como se todos tivessem a obrigação de ser forte o tempo todo e desabar ante a triste fosse sinal de fraqueza.

Com o advento das redes (anti) sociais, é proibido ficar triste, é proibido ter qualquer sentimento não "instagramável" pois o que conta é o raio de Sol brilhanto sobre nossas cabeças ainda que seja um Sol cenográfico, um Sol que não brilha de verdade, apenas parece brilhar. 

Eu quero ter direito de sentir minhas dores. Quero ter o direito de mesmo sem o acolhimento que talcvez minorasse o sofrimento, sofrer. Quero ainda que calado, gritar da minha tristeza quando precisar. Quero ser sombrio quando eu quiser, sem ter a obrigação de parecer solar, porque ninguém que é solitário como eu, é solar. A solidão te coloca em um patamar onde todos os dias são nublados ainda que o Sol esteja brilhando e ainda que as pessoas estejam rindo ao seu redor. A solidão esta se,mpre no centro do solitário e o entorno pouco importa.

Para mim é mais que normal não sentir-me acolhido pois o acolhimento não foi feito para pessoas como eu, pouco simpáticas. Eu me viro comigo mesmo e minhas emoções e ainda que as vezes as dores pareçam maiores do que minha vontade de suportá-las, me resta seguir aceitando que é assim que a vida é, ou ao menos é assim que ela se apresenta para mim.

Não reivindico que quem quer que seja me ouça, não existe tal obrigação no mundo, mas acho que existe a obrigação do respeito, da empatia minima com quem sofre ainda que não se queira o envolvimento positivo, não se deve ter a interferência negativa, quando falamos da dor alheia sem conhecimento de causa, baseado apenas em nossas percepções que na maioria das vezes não equivocadas.

Eu quero viver com minhas dores. Prefiro claro, não as tê-las, mas se preciso for quero senti-las e se ninguém me acolher, tudo bem, que apenas não me julgue. Sem julgamentos, já serei feliz mesmo em meio as dores.

É isso.

Ouvindo: Rebeca St James


sábado, 16 de agosto de 2025

Chorem Por Gaza

 

Chorem pelas crianças que morrem de fome e pelos adultos que também morrem de fome. Chorem pelos hospitais destruídos, pela água escassa e contaminada, chorem pela falta de infra estrutura básica. Chorem por mães que choram por seus filhos e por filhos que chiram, por seus pais mortos em combate que na maioria das vezes nem queriam fazer parte.

Chorem por governantes que não se preoucpam com seu povo, seus governados. Chorem pelo tuneis subterrâneos e secretos que servem apenas para destruição e dor.  Chorem pela falta de energia elétrica, chorem por não haver diálogo, por uma história tão triste quanto real estar sendo escrita neste exato momento.

Chorem porque no fundo ninguém realmente se importa com tudo isso, porque pessoas continuarão a morrer de fome, de sede, de cansaço e porque perderam a vontade de continuarem vivos. Chorem porque os caminhões de alimentos  e demais ajuuda humanitária são interceptados por terroristas sem alma e sem coração que em sua sanha de vingança e destruição expõe seus patrícios a uma morte que não lhes era devida.

Chorem pelos Judeus que atacados contra atacaram de forma massiva e agora criminosa. Chorem pelos parentes, filhos, irmãos pais e mães que morreram no bestial ataque do Hamas e nos que estão ainda vivos como zumbis, reféns de uma situação que não estava no roteiro de suas vidas e como um "caco" lhes foi adicionado. Chorem pelos demais mortos em ataques e os mortos que vieram após os contra ataques e chorem também pelos que ainda morrerão.

Chorem por Donald Trump, este louco sanguinário que apoia os senhores da guerra e quer transformar Gaza erm "resort". Chorem pela lógica capitalista que embota o pensamento humanitário e faz com tudo pareça natural, normal, ainda que nada do que acontece em Gaza possa ser considerado normal ou justificado. Chorem pela indiferença do resto do mundo queparece ter "problemas" muito mais sérios para se ocupar do que a morte de crianças por não terem o que comer.

Por fim, chorem por cada um de vocês que leem e pór mim que escrevo. O que fazemos afinal de contas além de demonstrar uma indignação padrão que é esperada daqueles que tem um minímo de alma e coração? Não deveríamos ir além dessa postura? As embaixadas Americanas e Israelenses pelo mundo afora não deveriam ser avo de protestos diários?  O Hamas, esse aglomerado de gente sem noção e sem amor não deveria ser condenado beementemente todos os dias, todas as horas?  Seus métodos não deveriam ser combatidos e seus líderes presos? Porque aceitamos de forma resignada tudo isso? 

E sim, a palavra é "Aceitamos" porque quem não aceita, se insurge. Onde está a insureição a essa ordem estabelecida, esse status quo imutável a anos que não dá indícios de mudança? Até quando seremos coniventes? Choremos todos por nossa passiva conivência, por nossa falta der atitude. Choremos, choremos, choremos.

É isso.

Ouvindo: Marisa Monte com a espetacular Vilarejo 

quarta-feira, 13 de agosto de 2025

Heleninha Roitman De Novo


Comparar Heleninha Roitman com minha mãe é desonesto com a pobre dona Alexandrina.  é fugir da realidade, é esconder que  Heleninha na verdade é igualzinha a mim, ou eu sou igualzinho a ela com a diferença única que sou abstêmio. No mais, tamo junto, Heleninha! Somos sabotadores de nós mesmos como poucos conseguem ser no mundo. Não que isso seja algo a se  comemorar, mas é assim que é.

Heleninha  bebe se esta triste e bebe se esta feliz. Bebe porque choveu e porque o Sol não para de brilhar e quecer em demasia. Heleninha só é feliz, se tem uma garrafa de whisky atracada a seu corpo (vai, gordinha!) e eu só sou feliz se digo coisas idiotas que vão me posicionar como tal e assim sendo, pouco confiável. Heleninha bebe, eu falo.

A forma com que cada um se sabota pode ser diferente mas tem o mesmo efeito final, o mesmo resultado destruidor e pouco positivo que faz com que  a auto estima chegue a níveis cada vez mais baixos e a tristeza de ser como se é nunca pare de subir. Mas não importa, ela precisa da bebida eu preciso de minnhas palavras, meus dizeres, minhas falas. Ambos se embriagam e colhem os frutos de sua bebedeira e verborragia respectivamente.  E esses frutos estão sempre podres, impróprios para consumo.

Heleninha tem sua tia e seu irmão a apoiá-la e eu tenho apenas o espelho e o espelho nunca é um bom juiz, muito menos um bom conselheiro. Heleninha tem apoio terapeutico e eu a invejo por ter esse suporte, já que o máximo que tenho sãpo meus livros que formaram meu erráticio carater e que fornecem subsidios que se não são os melhores, asão os que tenho a disposição para que eu possa interpretar da melhor forma e tentar chegar a um consenso sobre mim mesmo que não me faça ver muito pior do que sou.

Heleninha é um personagem  de ficção, eu sou real. Ela é quase o meu CHAT GPT  quando quero entender meus comportamentos Mmas tal qual o chat ela comete erros crassos em suas informações e eu fico na mão tendo que  tentar utilizar os pedaços que fazem sentido e se encaixam em meu comportamento e os que ao contrário não me servem como parametros, ainda que a falta de parametros confiáveis de comportamento seja o que melhor poderia me definir, uma vez que coportamento e confiável não são palavras que podem ser usdadas na mesma frase para me descrever.

Eu vejo Heleninha chafurdando na bebida e sinto inveja. Inveja porque o meu infortunio  sempre se dá sóbrio, nunca e amortecido pelo álcool ou outra substância entorpecente que poderia me tirar do ar por algum tempo e me fazer esquecer da vida como ela é de fato ainda que por alguns segundos. Por mais que Heleninha se embriague e em sua embriaguez tgente achar algum sentido para a sua vida, o m,áximo que ela consegue sção tombos e roxos pelo corpo, além de suas lágrimas molhando o seu rosto e regando a triteza que lhe corrói. 

Não fico roxo pois não caio e não choro pela total incapacidade de chorar por mim mesmo e por minhas questões, mas a cada novo deslize, a cada nova palavra mal colocada que se vira contra mim, a cada momento em que ao invés de calar eu falei, eu sinto minha vida acaba. Minha vida já acabou inúmeras vezes e recomeçou outras tantas e nesse rasgar-se e remendar-se infinito, tritinho e silencioso, talvez nasça um dia alguém que se curou ou talvez morra alguém que não aguentou mais ou morra alguém cansado de tanto tentar renenerar-se.

Heleninha, por enquanto estamos juntos.

É isso.

Ouvindo: Beatles




domingo, 3 de agosto de 2025

Vale Tudo Só Vale Por Heleninha

 

Eu só assisto Vale Tudo, quando assisto, na esperança que Heleninha Roitman entre em cena. Podem criticar Paola Oliveira pela sua interpretaçãpo de Heleninha, mas eu acho de verdade que nas imperfeições que esta interpretação contém é que reside a beleza  que faz Paola brilhar. Talvecz se fosse uma interpretação daquelas irrepreensíveis, não kme tocasse tão fundo, talvez esses pequenos exageros e até histrionismos construam uma Heleninha mais próxima do que é uma pessoa dependente do álcool. Talvez as suas falhas interpretativas sejam seu grande trunfo por mais doido que isso pareça.

Heleninha é exatamente como minha mãe foi. Tudo lhe é motivo para encher o caneco. A vida é tão pesada para ela que só resta o refúgio da garrafa cheia tornando-se vazia a cada gole, ficando mais leve enquanto o mundo parece rodar em uma rotação muito particular onde as vozes dos outros ao redor já não soam acusadoras ou repreensivas pois mal são ouvidas. Onde a música é mais alta e a risada mais estridente e as cores mais vibrantes que realmente são. Assim era minha mãe quando bebia e assim é a Heleninha de Paola. Alguém que grita por ajuda e só recebe julgamentos e frases rasas até mesmo de sua analista que graças ao bom Deus aparece bem pouco pois quando aparece só fala abobrinhas.

Eu torço para ela entrar em cena seja sóbria, seja bebada porque ela lembra minha mãe e vou dormir com suas lembranças em minha mente. Na escuridão do meu quarto quase ouço sua voz, a voz de quando eu era criança e ela tentava m agradar de alguma forma, seja me levando a algum lugar que eu gostava ou quando ela foi me ver ser Pedro em uma peça de teatro da igreja. Eu seria apenas um figurante mas ela foi assistir a um ensaio e sei lá qual foi sua intervenção que acabei virando protagonosta e ela fez questão de sentar na primeira fila. Foi um bom dia.

Como Heleninha ela era ligada as artes e também ao esporte. Eu acho que ela aprovaria a atuação de Paola pois dona Alexandrina sempre me disse que a soma das nossas imperfeições podia ser usada para nos fazer absolutamente imperfeitos ou para ajudar a moldar umma personalidade boa caso a gente trabalhasse essas imperfeições de modo a se transformarem em tentativas de perfeição segundo suas palavras. Ela tinha pesamentos confusos assim como eu tenho, mas eu sempre admirei suas palavras e as ouvia com atenção.

Vale tudo é talvez o remake mais idiota que já vi na vida. Péssimamente escrito e com atuações de dar raiva,k não presta para nada além de causar irritação profunda em quem tem mais de 2 neurônios. Sua autora certamente tem sérios problemas  para processar o texto original e escreve coisas absurdas e sem sentidos, mas Heleninha estranhamente se salva, muito provavelmente por um apego pessoal meu. Gosto de Heleninha afinal de contas. Ela lembra minha mçae, minha infância e isso já é suficiente para as vezes eu sentar em frente a TV e ver Vale Tudo.

É isso.

Ouvindo: Love, Coma